domingo, 21 de dezembro de 2014

Bath e Stonehenge

Pra começar a série de posts sobre a viagem de férias, resolvi contar o primeiro passeio que fiz chegando na terra da rainha. No total passei 5 finais de semanas por lá, e em todos eles viajei pra algum lugar. Na verdade o primeiro final de semana foi o da chegada. Chegamos no sábado, no aeroporto de Gatwick. Teria sido bem melhor se o vôo pousasse no aeroporto de Heatrow, pois lá tem metrô, que coincidentemente era a linha que me levaria até a casa que ficaríamos, em Turnpike Lane, a linha azul. Mas não, a aventura tem que existir, e fomos parar em Gatwick. De lá pedi informação, pegamos um trem até a estação Vitória, de lá tivemos que pegar um metrô até a linha azul, e então irmos para a "casa". Sabe, andar de metrô lá é fácil pra caramba, só não é tão legal quando se tem 2 malas e uma mochila, pra subir e descer escadas. Ainda bem que a fama de mal humorados dos Londrinos é somente fama, e encontramos muitos simpáticos, educados e prestativos que nos ajudaram com as malas nas escadarias. Chegamos na casa já no final da tarde, fizemos o reconhecimento, aprendemos as regras, e saímos para comprar comida. 
Comida, algo bom e ruim de Londres. Bom pelo lado que tem muita coisa diferente, e comer coisas diferentes é sempre muito bom. Ruim pelo lado que é tudo muito diferente, e dá uma saudade danada do arroz com feijão. E mais ruim ainda que comer fora é caro, muito caro. No supermercado as coisa são mais ou menos. Umas muito baratas, que você nem acredita que paga o olho da cara por aqui, outras absurdamente caras, como um mamão papaia que custava 16 reais, convertendo. Enfim...
O bom mesmo é que os queijos são baratos...e quanto queijo bom!!! Cogumelos são baratos, e eu que sou viciada me fartei por lá com eles. Supermercado em que você mesmo passa suas compras e paga, sem caixa. Se for de pesar você coloca na balança, diz qual é o item o  e voilá, sai o preço. Lindo, e que com certeza não funcionaria aqui no Brasil, acho que ainda precisamos de um pouquinho menos do jeitinho brasileiro.
Compramos coisinhas para o nosso lanche, voltamos pra casinha e descansamos.
Dia seguinte, domingo, 3 de agosto, e iríamos para o nosso primeiro passeio, oba!!
Todos os passeios que fizemos foi com uma agência que atende estudantes e faz os passeios mais baratinhos, a UK Study Tours. Lógico que o barato tem seu custo, mas no fim acho que valeu a pena, falo mais sobre isso conforme as viagens forem sendo contadas. 
Nos encontramos na estação Hammersmith e partimos num ônibus de dois andares (\o/) rumo a Bath. Bath é uma cidade encantadora, situada no sudoeste da Inglaterra, que é muito conhecida por seus banhos termais, e sua água é considerada curativa para muitos males. Se é verdade ou não não saberia dizer, não entrei nas suas termas, não tomei nenhum banho por lá, mas tenho certeza que a beleza da cidade é capaz de curar muita coisa. Pensa num lugar lindo, é la! 
É uma cidade pequena, pelo menos o seu centro, que é onde estão localizadas as termas. Não entrei pra conhecer, dizem que é bem legal, mas como disse já no outro post, tudo cheio, tudo caro, não valia ficar na fila. Somente caminhamos, entramos na catedral, que era grátis..rs...apreciamos a linda arquitetura, descobri que Johny Deep tem uma casa lá. Triste. Queria bater, ver se ele estava por lá, se precisava de companhia, mas enfim, não fiz...
Foi em Bath que descobri o chá com leite e o bolo da rainha. O chá com leite nada mais é que chá com leite...eheheh...mas o bolo da rainha, ah...esse virou amor. Quando a mulher me ofereceu o bolinho que vinha no kit do chá, e que custava 8 libras (não converte, a gente não é feliz quando converte) vi o bolinho na vitrine, meio despretensioso. Olhei pra ele, ela me perguntou se queria com frutas ou sem, como achei ele sem graça e tinha certeza de que não iria comer, pedi com frutas, já que a Angela gostava e ela comeria o bolinho. Eis que a magia surge: a simpática dona do café abre o bolinho ao meio e recheia com creme e geléia. Pensa em uma coisa gorda, engordativa, e com uma cara muuuuito apetitosa. Me arrependi de ter pedido com frutas...rs..Pegamos o bolinho e guardamos pra depois.
Continuamos a caminhada pela cidade, um tiozinho tocando violão e cantando um desses rock melódicos antigos, me fez chorar. Era tão lindo o cenário todo...Tiramos muitas fotos (quer dizer, a Angela tirou, eu nem máquina levei, todas as fotos daqui são créditos pra ela). E terminamos o passeio em Bath na beira do rio, embaixo de uma árvore, fazendo um piquenique com um sanduíche de queijo com cogumelos...delícia.

Lugar incrível

Linda ponte


O chá com leite, nada demais...mas o bolinho...

A catedral

Uma simpática caveirinha na praça atrás dos banhos, onde o cantos me fez chorar.

Eu e Angela comendo um lanchinho...

Saímos de Bath com destino a Stonehenge. Eu sempre quis conhecer esse lugar cercado de mistério e magia. Toda vez que sonhava que um dia eu poderia estar na Inglaterra, esse era um lugar que aparecia como topo da lista de lugares pra se visitar. A viagem de Bath até lá não demorou muito. Chegamos num lugar onde eram campos vazios para todos os lados. Tinha uma construção grande, que era o museu, o café e a lojinha das coisas de Stonehenge. Não entramos, pois já iríamos pegar o ônibus que nos levaria até as ruínas. Por falar em lojinha, TODOS os lugares que visitei por lá tinha uma lojinha. Com coisas lindas e caras (a palavra "cara" com certeza vai aparecer muito por aqui).
Pegamos nosso ônibus que nos deixou bem perto das ruínas...de olhar de longe já dá aquele nó na garganta, aquelas borboletas no estomago, e uma coisa meio que "nossa, não acredito que eu estou aqui mesmo". Andamos um pouco e chegamos o mais perto que podíamos. Stonehenge estava lotado, gente pra todos os lados. Toda a ruína é cercada por cordas que delimitam o espaço que não podemos ultrapassar, Mas ao contrário do que eu imaginava, dá pra chegar bem perto até. É lindo demais. apreciamos muito, de todos os ângulos possíveis, pra guardar bem na memória.Resolvemos sentar um pouquinho pra absorver a energia mística do lugar, e aproveitamos para comer o bolinho mais que incrível. Olha, demorei duas horas só pra tirar todas as passas, mas valeu cada puxadinha. O bolinho é incrível, e depois de provar aqui, em todos os lugares que encontrei o mesmo eu comprei. Vocês verão...rs. De repente nos lembramos que tínhamos horário pra voltar, e os londrinos são rígidos com horário...poderíamos perder o nosso ônibus e ficar no meio do nada sem saber como voltar embora. Saímos correndo como loucas, ainda bem que o bolinho deu um pouco de energia, não conseguimos ver museu nem lojinha (mas quem se importa, se o mais importante vimos muito), e conseguimos chegar a tempo. Ufa!


O ônibus que nos levaria até perto das ruínas

De longe, lindo, e lotado de gente.

Perfeito

Eu fui!! \o/

Angela e eu

Depois foi só nos despedir com a certeza de que aquelas imagens nunca mais sairiam da nossa lembrança. Eu estive em Stonehenge, e ainda não acredito. Ainda bem que tem fotos pra comprovar que não é apensas a minha imaginação fértil que ganhou muitas asas.

Férias em Londres

Esse ano tive a oportunidade de fazer um intercâmbio na Inglaterra, mais especificamente em Londres. Foi um mês de muita correria e de muito aprendizado, mas não deixei de aproveitar as oportunidades de conhecer as coisas, lugares, países, tudo que dava.
Comecei o planejamento quase um ano antes, sabe como é né? Europa, tudo caro, Euro caro, Libra mais cara ainda, passagem cara, curso caro, não dava pra bobear. Quis aproveitar as férias pra conhecer um pouquinho do velho continente e fazer um curso de Inglês. Na verdade o curso eu queria mesmo, só faltava escolher o lugar. Entre todos os países que eu podia ir para aprender Inglês, a Inglaterra foi o mais convidativo por vários motivos: proximidade com diversos países que eu poderia conhecer nesse tempo, ser uma cidade que parecia encantadora pelo clima, arquitetura, história, cultura, entre outros. Lógico que sairia um pouquinho mais caro que ir para os EUA ou Canadá por exemplo, mas a terra do tio Sam nunca me fascinou, e queria demais poder conhecer também a Escócia. E como diz o ditado que quem está na chuva é pra se molhar, então bora quebrar os cofrinhos e fazer uma loucura pra realizar um sonho.
Me senti meio assim no começo, porque amo aventura, e na Inglaterra não teria as minhas montanhas, as minhas trilhas, e saber que nos 30 dias das minhas férias eu não faria nada disso me deixou meio triste, mas aproveitei pra conhecer alguns lugares fora do comum, pra variar. 
Vamos combinar que a Europa é linda, Londres é uma cidade perfeita, um lugar que eu moraria fácil (mas a Patagônia ainda está em primeiro lugar nas minhas prioridades de onde morar), mas eu escolhi o lindo mês de agosto para ir, queria que os dias fossem mais longos para aproveitar mais. O que eu não pensei quando escolhi foi que seria um mês de férias, então tudo que já deve ser lotado por natureza, estava 3 vezes mais lotado. Sem contar que não adiantava nada os dias serem mais longos se os lugares não ficavam abertos até mais tarde. Enfim, eu não recomendo o mês de agosto para ir, são as férias de verão na Europa, e todo o mundo (literalmente) resolve viajar nessa época do ano. Me sentia na Torre de Babel em qualquer lugar que eu ia. Talvez setembro, ainda deve estar um tempo mais gostosinho, sem muito frio (apesar de que eu amo frio e iria fácil em janeiro), e estará menos cheio acredito. Só acredito mesmo, porque só fui essa vez pra lá, não tenho com o que comparar...ehehe.
Eu fechei a minha viagem com a Egali, o atendimento que eu tive aqui no Brasil foi perfeito, fechei a escola - English Studio - e a acomodação com eles. Fiquei na residencia estudantil que eles tem lá em Londres. São duas casas, somente brasileiros, esse foi um ponto ruim, já que você quer aprender Inglês e quanto mais falar melhor. Mas também fui com uma amiga minha aqui do Brasil, companheira de aventuras que já falei dela em outros posts, a Angela, então iria falar português de qualquer forma com ela. A casa é muito legal, mas nem todos que estavam na casa eram, acontece. O pessoal que atende lá em Londres são bem prestativos, mas acho que por não quererem causar confusão com ninguém, não tem muito pulso firme quando algo errado acontece, algo fora da regra, mas enfim, nada que atrapalhasse a estadia. Recomendo muito a Egali. A passagem comprei por conta. Entre tudo que gastei, com passagem, curso, hospedagem, passeios por lá, e dinheiro para a alimentação deu aproximadamente uns 10, 11 mil reais. Mas só de passagem foram 3600. Economizando um pouquinho por mês da pra fazer. E como diz uma amiga que o que se leva dessa vida é a vida que se leva, viagem pra mim é o dinheiro mais bem gasto. Cada centavo que gasto pra conhecer um lugar novo vale a pena.
Se você sabe qualquer coisa em Inglês não precisa ter medo, Londres é tão organizada e tão simples de se locomover, que não tem como se perder. O transporte público funciona, e você fica morrendo de inveja, querendo que tivesse um igual aqui no Brasil. Metros super pontuais, que te levam pra todos os lugares, se não tiver mais metro, vai de ônibus, não tem erro. Você me pergunta: mas como vou saber onde descer? Fácil, só saber o nome da parada que a cada ponto um painel luminoso no ônibus, mais uma voz igual a do metro avisam da próxima parada, não tem erro. Taxi não recomendo, é caro que dói, e com a Libra a R$ 4,12 quando eu fui, nem pensar em pegar um. Só pra ir do hotel até o aeroporto mesmo, e quando precisamos de algum carro porque não tinha ônibus que chegasse onde queríamos, usamos o serviço dos mini cabs. Mais baratos, mas em libra, então pra nós pobres brasileiros, caro da mesma forma. 
Vou ao longo dos posts contando dos lugares em Londres que fomos e que valem a pena, os que não valem na minha opinião, enfim, compartilhar um pouquinho da viagem.
Espero que gostem!

Voltando a ativa!!!

Depois de quase um ano sem postar nada aqui no blog, resolvi voltar. Não parei porque não queria mais, uma série de fatores me levou a ficar sem publicar, e o maior deles foi meu notebook ter quebrado a tela :( . Conectar na tv foi a alternativa, mas não dava pra ficar muito tempo, o pescoço doía demais. Agora com tudo de volta ao normal vou escrever tudo que está atrasado, tentar colocar o blog em dia. Tiveram várias aventuras esse ano, e ainda outras aventuras que já havia feito e queria compartilhar. 

Enfim, voltando a ativa. 


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Projeto Trilhas de São Paulo - Trilha do Betary

No feriado de 15 de novembro do ano passado, fomos para mais uma aventura no Petar. Foi a minha sexta vez lá. A história toda da viagem fica pra um outro post, pois nesse quero falar sobre a trilha do Betary, que faz parte do projeto Trilhas de São Paulo, que falei aqui.

Essa trilha está classificada como nível médio no passaporte de trilhas, e acho que bem colocada nesse nível. Não é facinho, e nem tem um nível de dificuldade que impossibilite alguma pessoa de ir. Eu já havia feito essa trilha numa outra vez que estive lá, e também já havia carimbado meu passaporte com ela, porém, depois dessa não fiz mais nenhuma indicada, perdi o passaporte e queria começar tudo de novo. Eu, o Ricardo, a Ana e o Davi compramos o passaporte e temos o intuito de carimbar todo ele, quem sabe?

Além de nós quatro, com o nosso grupo estavam mais 4 amigos do Davi, que fizeram o passeio todo com a gente. Pessoas muito legais, e espero que de bom coração, pois será necessário para me perdoar pois esqueci o nome deles. Sou péssima pra nomes, acho que todo mundo deveria andar com um crachá.

Saímos cedo rumo ao parque, no núcleo Santana, que é onde começa a trilha. São 7,2 km entre ida e volta. O tempo todo andando por entre a mata e atravessando o Rio Betary, que dá o nome a trilha. O rio nesse dia estava bem tranquilo, e pegamos um sol bem bacana, já que as chuvas são muito comuns por lá, além da previsão do tempo também estar indicando essa condição.

A nossa primeira parada na trilha é pra conhecer a caverna da Água Suja. Sinceramente eu não sei se tem a opção de não conhecer as cavernas e fazer só a trilha, já que acho que seria meio que desperdício de tempo, se obrigatoriamente temos que passar pela entrada da caverna, e né, se vc está no Petar, com certeza é pra ver as cavernas. A trilha é mais um bônus. Eu sou meio suspeita pra falar, porque a Água Suja é uma das cavernas que mais gosto por lá, na verdade está em segundo lugar, perde somente pra Ouro Grosso, e ela é uma das únicas cavernas que fui em TODAS as vezes que estive no Petar.

A caverna tem esse nome, segundo nos contou o guia, porque quando ela foi “descoberta” o rio que passa por dentro dela estava sujo, na verdade não era sujeira, e sim a areia do fundo que tinha se misturado com a água por causa de chuvas ou coisa assim. A água é muito limpinha, não potável logicamente, mas não tem nada de sujeira.  Explorar essa caverna é bem bacana, e pra se ter uma ideia, a água do Rio Betary, que é bem gelada, estava quente se comparada a água que tem dentro da caverna, e o mais legal é que praticamente todo o percurso de exploração fazemos dentro da água. Divertido demais!! Essa caverna não tem muitas formações de estalactites e estalagmites, mas a grandeza dela impressiona, e ouvir o barulho da água é algo indescritível. Antes, os turistas podiam chegar até uma cachoeira que tem dentro da caverna, e para isso era necessário passar por um pequeno pedaço, onde tínhamos que ir abaixado e ficar com a água até o pescoço, e o teto ficava logo acima da cabeça, ou seja, o espaço era mesmo somente para a cabeça. Mas tirando a sensação claustrofóbica que isso causava, valia a pena demais. Ver uma cachoeira dentro de uma caverna é muito impressionante. Hoje esse pedaço não pode mais ser visitado, me sinto feliz por ter conseguido um dia ir.

Então chegamos no “ponto final” e voltamos. Não tivemos tanta aventura mas mesmo assim vale bastante conhecer. Saímos da caverna e logo a frente pelo caminho paramos para lanchar. Ficamos à beira do rio, comemos, e descansamos um pouco. Voltamos a caminhar e logo a frente encontramos mais uma caverna, a Cafezal. Eu fiquei feliz demais, pois essa era a única caverna dos núcleos Santana e Ouro Grosso que eu nunca tinha visitado. Eu gostei muito de ver, ela é grande por dentro, tem bastante espaço, e é completamente seca, com uma areia no chão, e como disse a Aninha, parecia que estávamos em outro planeta. Não é uma caverna muito grande, pelo menos não fomos muito nela, não sei também se ela tinha alguma restrição, mas como era a primeira vez, fiquei bastante satisfeita com o que vi.

Voltamos para trilha, atravessa o rio mais umas 347 vezes, e logo chegamos na primeira cachoeira, a Cachoeira das Andorinhas. Ela é linda, fica meio escondida no caminho, mas quando estamos passando o rio pela última vez ela surge toda majestosa. Vale a pena parar um pouco por ali para curtir a sua beleza e entrar nas águas, só não pode chegar embaixo dela, pois a força da água pode afogar alguém.

Depois dali é só seguir mais um pouquinho e chega na segunda cachoeira, a do Beija Flor, que é bonita também, mas eu prefiro a primeira. Nesse dia eu não fui até lá, estava muuuuito cansada, tinha dirigido 9 horas seguidas durante a madrugada, e não tínhamos dormido nem duas horas pra descansar. Eu fiquei deitada pelo banquinho ali mesmo enquanto o resto do grupo seguiu para ver a outra cachoeira. Quando voltaram, comemos mais um pouquinho e nos preparamos para a volta. A trilha na volta, apesar de ser igual a da ida, é mais tranquila, pois não temos o tempo todo que ficar parando para ouvir as explicações, já sabemos de tudo mesmo, então não perdemos o tempo com isso e voltamos bem mais rápido.

Apesar de ser o tempo todo por entre a mata, ela não tem grandes dificuldades, o desnível também não é assim tão forte, tem muitas escadas e alguns sobe e desce, mas é tranquilo, não exige nada demais para se fazer a trilha. Atravessamos o rio várias vezes, mas é sempre em lugar raso, se a água não estiver muito forte não tem nada com o que se preocupar, se a correnteza estiver mais puxada é só dar as mãos todos e atravessam tranquilamente. Em uma das travessias tem agora até a possibilidade de se passar por uma pontezinha nova que fizeram, e é divertido.

Pra quem vai visitar o Petar, mesmo que não queira carimbar a trilha e ter o passaporte, esse passeio vale muito a pena. O contato com a natureza é incrível, e a beleza daquele lugar é indescritível. Depois de todo o cansaço da trilha, nada melhor que chegar no bairro e comer um pastelzinho na única pastelaria que tem por lá. Eu recomendo o de palmito, eheheh.


PETAR é um lugar que todo mundo deveria conhecer, mas eu sou suspeita, foi pra lá que fiz minha primeira viagem de aventura, há 17 anos. Meu pequeno paraíso!!


Cachoeira das Andorinhas

Entrada da Caverna Água Suja


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Boituva - Salto de Paraquedas

Acredito que todo homem, que obviamente veio a esse mundo desprovido de asas, sente aquele tremendo desejo de voar. Mesmo aqueles que tem pavor de altura já devem ter imaginado como seria a vida voando e admirando as lindas paisagens desse mundo lá de cima, sentindo o vento da liberdade batendo no rosto. Quem nunca?

Eu sempre tive vontade de pular saltar de paraquedas, era uma vontade de muito tempo. Teve quem já me prometeu de presente, em troca de promessas cumpridas e outras nem tanto, mas o que importa mesmo é que a vontade nunca passou, e o presente também não veio. Como nada cai do céu, e a minha esperança era que eu também não caísse sem paraquedas aberto, no dia 7 de setembro de 2011 reuní o que precisava para realizar o sonho: coragem, cartão de crédito com limite e duas primas pra me acompanhar.

Saí bem cedinho de Sorocaba com destino a Boituva, cidade de muitos paraquedistas, muito tradicional nesse esporte. Escolhi a Paraquedismo Boituva, pois foi a que me inspirou mais confiança, e escolhi o Salto Duplo Super Vip, com direito a foto e filmagem tanto do instrutor como de um cinegrafista que iria me acompanhar, porque né, nunca se sabe se eu teria coragem de voltar a fazer, então melhor deixar registrado o momento de todas as formas possíveis.

Chegamos cedo na escola, tinha bastante gente por conta do feriado, e todos muito animados e transpirando adrenalina e medo. Fiz a minha ficha (somente eu iria saltar, minhas primas foram só pra dar o apoio moral que eu precisava), logo colocaram meu nome na parede, iria saltar com o Hot (o nome do instrutor é Andre, mas mais conhecido pelo apelido). Não sabia quem era, mas o importante é que ele não me deixasse cair, mesmo se o parqueadas não abrisse, pelo menos não teria eu uma morte solitária. O Zé seria o cinegrafista que saltaria para filmar minha destreza. Preciso falar dele, é uma pessoa que só vi uma vez na vida, mas me passou tanta confiança, tanta tranquilidade, foi tão prestativo e atencioso, que gostei dele de cara, e pensei: "Ta aí, se for acontecer uma tragédia, essa é a pessoa indicada para filmar." Mas brincadeiras a parte, ele é mesmo uma pessoa muito diferente, e me encorajou mais ainda a saltar, mesmo sem saber.

Era chegado o momento de colocar o macacão para saltar, o dia estava quente, não era necessário se eu não quisesse, mas achei que ficaria mais estilosa, então lógico que eu coloquei...rs. E vou te contar, essa hora eu comecei a sentir os friozinhos inevitáveis na barriga. Hot me chamou para fazermos um pequeno treinamento, me disse o que eu poderia e o que eu não poderia fazer durante o salto, e eu, lógicamente, fiquei pensando que iria fazer tudo que não podia. Me deu uns toques: se vc abaixar a perna vou dar um tapinha assim, se vc não se curvar o tapinha vai ser assim, se vc abaixar a cabeça vou dar um tapinha assim. E vou ser sincera, nunca apanhei tanto na minha vida.

Chega o tratorzinho pra levar o grupo pro avião, estava chegando o grande momento. Todos no avião e enquanto sobe o Zé faz questão de filmar o meu desespero perguntando 13242 vezes para o Hot se eu estava bem presa, as outras duplas igualmente ansiosas, o aviãozinho subindo, subindo, subindo....e eis que chega a hora, a porta do avião se abre: nós vamos saltar!!! Pula um, pula outro, e assim o avião vai ficando mais vazio. Na minha vez, quando olhei lá pra baixo, de verdade, não acreditava, e não senti medo. Aquilo parecia tão surreal, que na minha cabeça eu não iria saltar daquela altura. Me senti segura, mais segura do que se estivesse olhando de cima de um prédio de 20 andares, não sei mesmo explicar. Hot me pede pra não pular, que ele ia dar o impulso. Ufa!! Porque se fosse pra eu fazer isso, talvez ainda estivéssemos lá esperando a minha coragem. E de repente, estava euzinha, caindo de uma altura de sei lá quantos metros, a uma velocidade se também não sei quanto. Foi incrível!!! Foram 60 segundos de queda livre, 60 segundo que jamais esquecerei (pra vcs verem que lembro até de todos os tapas que levei por estar fazendo algo errado, mas quem é que consegue raciocinar o quê naquele momento, né?). Foi demais, recomendo pra todo mundo. O Zé e o Hot tiraram excelentes fotos, então está tudo registradinho, na minha memória e na memória do meu computador. Após a abertura do paraquedas a aventura foi outra, o Hot fazia altas manobras, e ficava nos girando no ar, e eu, uma pessoa que não tem medo de altura mas que é completamente tonta com qualquer coisa que gire (verdade, nem posso ficar olhando muito pro ventilador que já vomito), gritava pra ele parar, era eu de um lado gritando: para, para, para, e ele do outro, achando que eu estava curtindo pra caramba, girando ainda mais. Mas, como uma pessoa educada e bem comportada, cheguei ao chão inteira, consegui ainda pousar em pé, e não vomitei nadinha. Uma linda.

Foi um dos dias mais emocionantes da minha vida, uma experiência que quero guardar pra sempre, e, quando o cartão de crédito permitir, viver de novo.


Pronta para entrar no avião


Minhas primas lindas, Poliana e Ana Paula, que me encorajaram nesse dia

Euzinha, saindo do avião.

De outro angulo, dá pra perceber o minha postura super natural e descontraída, depois me pergunto porque apanhei.

Amei essa foto.

A queda livre

Perto do chão, preparando para posar.

Eu, "caindo em pé", rs.