segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Projeto Trilhas de São Paulo


Eu sei que não é novidade pra muita gente, mas aqui no Estado de São Paulo existe um projeto muito legal que chama Trilhas de São Paulo (site). Achei muito interessante a ideia, e desde a primeira vez que eu vi fiquei com vontade de começar a fazer. Há um tempo, quando estava no PETAR em uma das vezes que fui pra lá, fiz a trilha do Betary e comprei o passaporte. A vida vai passando e o passaporte se perdeu. Voltei agora no feriado de 15 de novembro pra lá, fiz a trilha de novo e comprei o passaporte de novo. São 40 trilhas e já tenho uma carimbada!!!
Vou postando por aqui conforme for fazendo as trilhas, aqui na cidade de São Paulo mesmo tem várias, super fácil pra chegar, só ter um pouquinho de vontade. Coisas lindas também acontecem nessa cidade.
Quem tiver mais curiosidade de conhecer vale a pena, conforme vai completando as trilhas a gente vai ganhando prêmios, quando completa as 40 ganha uma camiseta bem bacana. Quem sabe um dia não termino esse passaporte.
O próximo post vou contar sobre a trilha do Betary, e se tudo der certo esse final de semana farei mais duas, no Parque Estadual da Cantareira.

Foto do site do Projeto


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Chapada Diamantina

Desde que me conheço como uma pessoa que gosta da natureza e de aventuras, dois lugares sempre habitaram a minha mente e foram um alvo de um dia conhecer: a Patagônia e a Chapada Diamantina. Como já contei nos posts sobre a Patagônia, quando lá fu tinha acabado de passar uns perrengues na vida pessoal e foi como um despertar para uma vida nova. Mas para minha felicidade, nesse mesmo ano, praticamente pouco tempo depois, no carnaval, eu tive a oportunidade de realizar mais um sonho: conhecer a Chapada Diamantina. A história começou mais ou menos assim: fazia parte de um grupo de mochileiros no facebook, e uma menina fez um post perguntando quem toparia ir pra Chapada no carnaval. Eu respondi que sim, outras pessoas também e acabamos criando um grupo só pra gente no facebook também. A menina que criou teve que desistir da viagem, outras pessoas desistiram, e no final ficaram apenas 4 pessoas interessadas: eu, o Eliseu, A Lilian e o William. Não importava se a gente nunca tinha se visto, e se a gente só se conhecia pelo face mesmo. Marcamos a viagem, compramos as passagens e fomos aproveitar nosso carnaval na Bahia. Tivemos alguns contratempos na semana da viagem, o hostel que a gente ia ficar desmarcou tudo por conta de uma menina ter desistido, não tínhamos mais onde ficar nem os passeios, foi um caos, isso na semana da viagem. Ainda bem que o Eliseu deu um jeito, conversou com a Soraia da agência Cirtur e por sorte conseguimos lugar pra ficar e agendar os nossos passeios, pois o que a gente mais queria era fazer a trilha do Paty. O combinado era de nos encontrarmos no domingo em Salvador para pegarmos o ônibus até Lençóis. Lilian e William chegaram mais cedo, e foram aproveitar para conhecer o Pelourinho. Eliseu chegou um pouco antes de mim, e assim que cheguei pude conhecer o primeiro companheiro de viagem. Todos eles eram do Rio, somente eu vinha de São Paulo. Do aeroporto, Eliseu e eu pegamos um táxi até a rodoviária, as passagens de ônibus já estavam compradas, precisávamos apenas retirar no guichê. Como ainda faltava um bom tempo para sair o ônibus, que se não me engano sairia as onze da noite, fomos ao Shopping que tem bem em frente a rodoviária para comer alguma coisa. Almoçamos uma comida bem sem vergonha, e somente depois de comer descobrimos que tinha uma praça de alimentação mais decente, mas aí já era tarde. Encontramos com William e Lilian, e como ainda teríamos tempo resolvemos aproveitar esse tempo para pegar um cineminha, assistimos a Dama de Ferro...rs. Hora da viagem, o ônibus que pegamos era bem ruinzinho, descobrimos depois que não era esse o padrão deles, mas era o que tinha naquele momento. Chegamos em Lençóis as seis da manhã e a Cirtur já tinha um carro a nossa espera. Fomos até a agência, deixamos a mala lá e separamos apenas algumas coisas necessárias para os três dias de trilha que conseguimos comprar para o Paty. Tomamos um café da manhã em um dos bares de Lençóis, que por sinal é uma cidade muito linda e simpática, conhecemos nossos outros companheiros de trilha: o Pablo, que seria o nosso guia, a Marina, que na época era a namorada do Pablo, a Érica que viajava com o namorado e com a irmã, que nossa, esqueci o nome deles (sou péssima pra isso). Pegamos uma Toyota Bandeirantes e partimos para o começo da trilha. Depois de todos prontos, de um aquecimento, hora de começar a caminhar. Não sei explicar, mas aquele lugar é mágico mesmo. Tudo no caminho é lindo demais, e o nosso grupo era muito bom. Conhecer o William e a Lilian foi um presente que a vida me deu, um casal muito fofo com quem espero ter contato pra sempre. Ali começava uma amizade. Eliseu também muito gente boa, e ainda tive a honra de te-lo em meu aniversário daquele ano, nem acreditei quando ele apareceu...ehehe. Caminhamos muito, por subidas e descidas que pareciam impossíveis. Chegamos a um paredão de pedra, de onde tínhamos uma vista magnífica do Vale do Paty, e descobrimos que ali mesmo que iríamos descer. Foi uma caminhada árdua mas totalmente compensadora. A nossa pernoite seria na casa de um dos locais, que agora esqueci o nome (já falei que sou ruim nisso?). A casa muito simples, o nosso banho foi de chuveiro, mas gelado. Ficamos quase todos no mesmo quarto, e a porta não fechava. Eu até hoje olho as fotos e não acredito que aquela menina fresca (eu) teve coragem de dormir ali. Mas, isso foi realmente uma lição pra mim, deixei de me importar com luxos, e hoje somente me importo com o lugar. Não tenho mais frescuras, e a única coisa que ainda não consegui perder foi o medo de barata...rs. Mas preciso falar da comida, isso é muito importante. Meu Deus!! Que comida é aquela. O lugar simples demais, mas o jantar foi de rainha. Não parava de chegar coisa pra comer, e tudo totalmente delicioso. Não dava pra acreditar que estávamos ali no meio do nada comendo tão bem daquele jeito. O café da manhã no dia seguinte também era de babar, o pãozinho feito na hora, o que era aquilo? 

Nosso grupo na trilha do Paty

Atravessando um riozinho


Esperando o jantar no primeiro dia de caminhada

A trilha

Partimos para o nosso segundo dia de caminhada, que, como no primeiro, foi fantástico. Nos divertíamos o tempo todo, era muito bom. Ríamos de tudo, uma energia muito boa que criamos. William sempre tirando as melhores fotos, e graças a ele que tenho fotos minhas nos lugares...rs. Chegamos no meio da tarde na casa do seu Jóia (esse eu lembro). Tomamos um banho, ainda gelado, conhecemos um pessoal que também estava fazendo a trilha, e deles todos eu só lembro o nome do Léo, que é um cara super pilhado, gente boa ao extremo, que adora uma aventura e eu só fico babando na disposição que ele tem nas coisas que posta no face. Tínhamos umas cervejinhas quentes, já que a energia que os moradores tinham era bem pouca, proveniente do sol. Jantamos outra comida deliciosa e ficamos até altas horas rindo e conversando sobre tudo. Essa noite tive a oportunidade de dormir num quarto sozinha, e pra variar consegui deixar a porta aberta, que dava pra fora...quando descobri quase morri de susto, e fiquei pensando quantos bichos poderiam ter entrado durante o tempo que ela ficou aberta. Enfim...de tanto pensar dormi. 

A casa do seu Jóia

Segundo dia de caminhada

Morro do Castelo

A casa que paramos pra preparar o nosso almoço no segundo dia

Mais um café da manhã perfeito, e da casa do seu Jóia podíamos ver um paredão lindíssimo, e descobrimos que subiríamos por ele, mesmo sem acreditar que por ali teria um caminho. Mas assim fomos, devagar e sempre. O nosso destino do dia seria a cidade de Andaraí. Depois de muito subir o paredão era hora de descer. Esse dia foi muito extenuante, foram 18 km de caminhada, e o sol judiou da gente um pouco. Quando chegamos em Andaraí o desejo era apenas tirar a bota de caminhada e tomar o tão famoso sorvete da cidade. Descansamos um pouco, pegamos a Toyota Bandeirantes que foi nos buscar e partimos rumo ao Poço Azul. É assim, acho mesmo que depois de tanto andar a gente merecia o que tivemos. Aquele Poço Azul é sem palavras pra descrever. Uma água transparente, linda, num tom azul de encher os olhos. Confesso que mesmo entrando de colete salva vidas, eu estava totalmente morta de medo de entrar na água. Mas, o Israel, que mora no lugar (que chato), me deixou muito tranquila e me levou para um tour pelo poço. Sabe aquelas crianças que não querem ir embora do parque de diversão? Então, era eu naquele momento. Não queria mais ir embora dali. Mas como tudo acaba, tivemos que voltar para Lençóis. Lá ficamos na pousada Roncador, que é da agência Cirtur mesmo. Excelente custo benefício. Saímos a noite ´para comemorar, dessa vez com cerveja gelada, a nossa pequena travessia do Paty. 

Começando o terceiro dia


O paredão que iríamos subir

No Poço Azul


Poço Azul

Poço Azul

Eu morrendo de medo...rs..

Tínhamos então mais três dias para aproveitar na Chapada, e decidimos que nesse primeiro depois da trilha, iríamos conhecer algumas atrações por lá. Fomos para Gruta Lapa Doce, que é uma gruta com formações bastante bonitas. Nesse dia éramos somente nós 4 da viagem, mais a Mariana e o Vinícius, que conhecemos lá, e que também eram cariocas como meus amigos. Depois da Lapa doce foi a vez de irmos para a Pratinha, fazer uma flutuação na gruta. Que água mais linda aquela também, e que passeio mais gostoso. Aproveitamos e fizemos uma Tirolesa que caia direto na água. Foi muito bom. Conhecemos também a Gruta Azul. é bonita, mas comparando com as outras deixa muito a desejar. O dia foi muito bom, comemos Mandacaru, a frutinha do cactus. E para terminar o dia com chave de ouro fomos ver o por do sol no Morro do Pai Inácio. Ali sim a gente esquece da vida ao apreciar a maravilha e o presente que a natureza nos deu. Ver as formações da Chapada Diamantina é incrível. Depois de muitas fotos engraçadas, de mais risadas e de muitas histórias do nosso guia Dairone, voltamos pra cidade, muito satisfeitos com mais um dia perfeito. 

Eu e a Lilian experimentando o Mandacaru

Vista do Morro do Pai Inácio

Pratinha

A gente curtindo no Morro do Pai Inácio

Tirolesa na Pratinha

Lapa Doce

O coração do Morro do Pai Inácio


O dia seguinte resolvemos ir para Marimbus, que é uma espécie de pantanal da chapada...rs. É um passeio bastante legal, mas cansativo pelo fato de termos que remar. Lógico que quem fez a maior parte do trabalho foi o coitado do Pablo, que nos guiou novamente, mas a gente tentava ajudar. O sol forte não colaborava, e os mosquitinhos atacavam sem dó. Chegamos numa fazenda, e lá tínhamos a nossa disposição uma cachoeira muito gostosa. Passamos um tempo aproveitando e descansando, porque ninguém é de ferro, né? Depois almoçamos mais uma comida deliciosa e voltamos, remando, pelo mesmo caminho. A nossa aventura estava quase acabando...que triste.

A cachoeira depois de Marimbus

Remando em Marimbus

Esse último dia nos reservava algo muito especial: conheceríamos o Poço Encantado. O lugar é lindo mesmo, aquele azul da água (na verdade, essa Chapada só tem coisa linda), tudo perfeito demais. Depois de um tempo admirando, fomos para a Cachoeira do Mosquito. Primeiro, um almoço muito caprichado na casa da D. Noese. Que simpatia de pessoa, que comida. Tínhamos tudo perfeito: as saladas deliciosas, os pratos sensacionais, os sucos naturais super saborosos, e as sobremesas de engordar só de olhar. Ainda tinha os licores...e pra quem gosta cafézinho. O melhor almoço da chapada com certeza foi lá. Comemos muito e fomos caminhar até a cachoeira, que é simplesmente linda. Tiramos muitas fotos, e aproveitamos muito aquele lugar. Tomar um banho de cachoeira é sempre revigorante. Após esse dia perfeito, era hora de voltar. Em Lençóis, tentamos aproveitar a nossa última noite, já que no dia seguinte bem cedinho iríamos embora. 

O Poço Encantado


Almoço da D. Noese

Cachoeira do Mosquito

Cachoeira do Mosquito

Cachoeira do Mosquito

A viagem foi mais que perfeita, as amizades feitas ficarão guardadas pra sempre no meu coração. Tenho certeza que um dia ainda volto pra esse lugar.


Pantanal MT

Depois de passar dias maravilhosos em Bonito, partimos eu e minha prima rumo a Poconé, no Mato Grosso. Seriam alguns quilometrozinhos de viagem, e teríamos que fazer uma parada no caminho para descansar. Escolhi a capital do Mato Grosso do Sul para essa parada. Saímos de Bonito logo após o café da manhã e partimos para Campo Grande. Encontramos belas estradas pelo caminho, e não precisamos fazer nenhuma parada para abastecer já que era relativamente perto. Em Campo Grande, ficamos novamente no Ibis. A impressão que tive dessa capital foi muito boa. Uma cidade bonita, bem cuidada, com ruas largas, muita vegetação, bem sinalizada, um lugar que deve ser muito gostoso de morar. Fomos a um shopping que ficava perto do hotel para almoçar e comprar alguma coisa pra ouvir no carro, já que eu não tinha levado nada, e as rádios que a gente conseguia sintonizar, quando conseguia, eram de doer co coração com a seleção musical. Depois de passar nas Lojas Americanas, e de comer um lanche do palhacinho, voltamos para o hotel pra descansar, já que o dia seguinte prometia um viagem bem longa. Antes do café da manhã já saímos do hotel, paramos numa padaria no meio da estrada pra comer um pãozinho na chapa e seguimos viagem. Iríamos agora pra outra capital, dessa vez do Mato Grosso. As estradas do MT são bem piores conservadas do que a do MS, e o tráfego de caminhões pelas rodovias são muito intensos. Cuiabá, ao contrário de Campo Grande, foi uma decepção. Não sei se era eu que já estava cansada demais com as estradas, mas achei a cidade feia, mal cuidada, suja, e ainda por cima ela estava sendo toda reformada por causa da Copa do Mundo. O trânsito é triste, motoristas mal educados, um caos verdadeiro. Não consegui achar o hotel que tinha reservado mesmo passando duas vezes pela rua dele. O jeito foi procurar um outro. Encontramos o Intercity, que ainda tinha quartos vagos, porém um preço bem salgadinho. Mas como estava cansada, pagamos e fomos tirar nosso merecido cochilo. O hotel é muito bom, super limpo, funcionários atenciosos, vale o preço, mas não estava afim de gastar não...rs...Pedimos o jantar no quarto mesmo, porque a minha disposição para sair naquele transito louco era de 0%. A noite passou, acordamos para tomar café da manhã em pleno dia de semana, eu e minha prima produzidas como pessoas em férias num lugar que o calor mata: shorts, blusinha e havaianas, e o resto dos hóspedes do hotel produzidos como todo executivo em dia de trabalho, foi divertido. Saímos em busca da estrada que nos levaria, agora sim, até Poconé, nossa parada no Pantanal. A estrada bem ruinzinha, mas era de se esperar. Quando chegamos na Transpantaneira, que era onde ficava nosso hotel, foi bem emocionante. Não podia acreditar que euzinha estava ali, dirigindo meu carrinho no meio do Pantanal. A pousada que ficamos foi a Piuval, que fica somente a 7 km do começo da Transpantaneira, é a primeira pousada no caminho. Gostei muito do lugar, natureza por toda parte, não dá mesmo pra acreditar que eu estava ali, que a gente estava ali. O único problema que achei no Pantanal foi o valor das pousadas. Essa que fiquei foi 440 reais a diária, com pensão completa, pra duas pessoas. A mais barata que encontrei. Além da alimentação, tinha um passeio por dia incluído no valor da diária. Chegamos na pousada perto da hora do almoço, tivemos que esperar um pouco para entrar no quarto que ainda não estava pronto, e aproveitamos para ficar admirando a paisagem, que é coisa que eu jamais cansaria de fazer.
Almoçamos, um comida gostosa, mas com pouca variedade e com sobremesa bem fraquinha. A comida é sempre reaproveitada, o que eu não acho mal, não acho certo jogar comida fora, e se eles fazem isso por mim é uma prática super válida. O que não vale é o preço que eles cobram. Porém não podia reclamar, os outros lugares eram mais caros mesmo...rs. No meio da tarde fizemos nosso primeiro passeio, que era num barco pelas planícies alagadas do Pantanal. Fomos no período de seca, então não era tudo alagado não, apensas o que fica assim mesmo o ano todo. Eles nos contaram que na época das cheias a paisagem muda drasticamente, e que teríamos que voltar pra apreciar com nossos próprios olhos.O passeio é bem bacana, foi um guia muito simpático que esqueci o nome (sou dessas), eu, minha prima e mais dois espanhóis que estavam hospedados no hotel. Uma coisa que achei bem curiosa, é que nesse hotel as únicas pessoas brasileiras hospedadas eram eu e minha prima, o resto, todos estrangeiros. Talvez pelo preço, ou talvez porque os brasileiros não apreciem tanto as belezas que tem por aqui.
Pegamos o barco e saímos no meio daquelas águas cobertas pela vegetação, contornávamos os caminhos já abertos, que pareciam estradinhas no meio daquilo tudo. Quando vimos o primeiro jacaré foi muito legal. depois vimos tantos que até enjoou. Chegamos bem perto de uma "plantação" de Tuiuiús, que são as aves símbolo do Pantanal. Era tudo muito lindo e surreal, era um encantamento a cada piscada de olhos. Fizemos uma pequena caminhada para avistarmos os ninhos deles, e mais voltinhas no barco. Voltamos para a pousada realizadas, ainda beliscando uma a outra para ver se aquilo tudo era verdade. E era.

O portal de entrada da cidade de Poconé

Os caminhos pelas planícies alagadas do Pantanal


Eu e minha prima, avistando de cima, as belezas do Pantanal

Um dos milhares de jacarés que vimos por lá

Tuiuiús

Mais Tuiuiús

Um pôr do sol até que bonitinho...rs

Acordamos cedo no outro dia, fomos para o café da manhã e depois o que nos reservava era um passeio a cavalo. Eu estava super apreensiva, pois nunca tinha andado a cavalo antes. Conheci o Zequinha, o cavalinho que tria a honra de me levar nas costas (coitado). O passeio é muito tranquilo, os cavalos são super mansinhos, e super tranquilo de controlar eles, e o caminho que fizemos foi sensacional. Avistamos diversas aves, macacos e outros animais, aquilo tudo é encantador. Depois de algum tempo de passeio, voltamos para a pousada. Descer do cavalo foi mais fácil que eu pensava, me despedi do Zequinha, acho que não nos veremos mais, mas comigo ainda ficou por um tempo a lembrança dele: as dores no bumbum e nas coxas. Aproveitamos mais um pouco do nosso tempo livre para apreciar o locar, já essa tarefa não enjoava. Almoçamos e compramos um passeio, por 20 reais por pessoa, para fazer a Transpantaneira e focagem noturna. Esse passeio foi muito legal. Saímos num caminhão adaptado, todo aberto atrás para carregar passageiros. Os guias levaram as super lanternas, mas o começo do passeio ainda era de dia. Fomos adentrando a Transpantaneira, e a cada lugar um fascínio. O que era aquilo? Vimos inúmeros jacarés, vimos antas, aves das mais diversas, os tão amigos Tuiuiús, Veados, raposas, corujas, etc, etc, etc...A volta, já a noite, também foi demais. Eu queria muito ver a onça pintada, mas não tive esse privilégio, acho que terei que voltar. Depois de pelo menos umas 4 horas de passeio, retornamos a pousada, jantamos e fomos dormir. O dia seguinte partimos logo após o café da manhã, nos despedimos de todos os funcionários que foram sempre muito simpáticos e saímos. A Chapada dos Guimarães teria que ficar pra uma outra oportunidade, já que muitos locais nos disseram que ela estaria provavelmente com a maioria das atrações fechadas para visitação por causa das reformas para a Copa. Não queria arriscar as chances. Vim embora, na viagem mais longa e cansativa de todo o percurso. Estradas péssimas, fiz 500 km em 10 horas, mas por sorte achamos um hotel, que acredito que tenha sido o melhor de toda a viagem, numa cidadezinha no meio do nada, e pudemos descansar, pois ainda restavam 1200 km para a casa. Esse último trecho foi feito de uma tacada só, cheguei em casa moída, cansada, mas muito feliz.

Começando o passeio.


A "entrada oficial" da Transpantaneira

Lindo




Um outro pôr do sol bonitinho...


O Pantanal deixou muita saudade, pretendo um dia voltar com certeza. Precisamos descobrir mais das belezas que o nosso Brasil tem, pois não deixamos nada a desejar a ninguém. Foram poucos dias, mas que ficarão marcados pra sempre.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Bonito

Nas minhas férias desse ano (2013) resolvi fazer um passeio diferente. Tinha tantas dúvidas de onde ir, queria fazer uma viagem gostosa. Pensei em inúmeras possibilidades, porém viajar pra fora do país ficou fora de questão devido ao dólar nas alturas. Resolvi então que era a hora de conhecer um lugar que me fascinava havia um tempo: Bonito. Queria ir de carro (moro em Santo André), e aproveitar pra conhecer também o Pantanal e Chapada dos Guimarães. Convidei minha prima pra ir junto e parti com esse roteiro em mente. Saímos de Sorocaba (onde minha prima mora) numa segunda perto da hora do almoço, o objetivo desse dia seria chegar em São José do Rio Preto para dormir, pois ir direto iria demorar muito e estava com medo de andar por estradas que não conhecia durante a noite. A viagem correu super bem, em São José ficamos no Ibis, um hotel bem gostoso. Tem muito pedágio nas estradas, mas elas também estavam muito bem conservadas, o que fez valer a pena pagar todos eles. Dia seguinte bem cedinho, após o café da manhã, seguimos caminho até Bonito. Ia baseada no meu GPS, que foi um fofo comigo durante toda a viagem. Cruzamos a fronteira dos Estados e SP e MS e aí as estradas já começaram a mudar. Todas de mão única, e o limite de velocidade era menor. A conservação delas muito boa, e o que valia muito a pena eram as paisagens que se via, de encher os olhos. Triste ver tantos animais mortos pelas estradas, muitos mesmo: Siriemas, Tatus, Tamanduás... O ritmo seguia bem, comemos apenas elma chips pelo caminho para não termos que parar almoçar. As paradas eram apenas pra encher o tanque e fazer xixi. Chegamos em Bonito as 3 da tarde, deixamos nossas coisas na pousada, ficamos numa chamada Pousada Sossego. Simples, com café da manhã bem gostoso, mas sem luxo. Perfeita pra gente. A diária era 100 reais pra duas pessoas, preço justo.
Depois de fazermos o checkin fomos almoçar. Resolvemos nos arriscar pela culinária típica e comemos jacaré. Uma carne muito saborosa, vale a pena experimentar, pena que é um pouco carinha. Andamos um pouco pelo centro de Bonito, fomos até a agência para pegar nosso voucher do passeio do dia seguinte: A gruta do Lago Azul (em Bonito todos os passeios tem que ter guia, e todas as agências trabalham com preço tabelado. Escolhi a agencia AR para comprar os meus passeios por indicação do site mochileiros.com). Depois foi só ir pra pousada descansar da viagem para o dia seguinte.
O nosso primeiro passeio seria para a Gruta do Lago Azul. Quando eu era criança, um dia meu pai me deu um poster de um lugar que eu achei lindo, ficava encantada olhando para aquela foto pensando se um dia estaria num lugar daquele. Era essa gruta.
Pegamos o carro, lá em Bonito, se você não tem condução própria tem que contratar o transporte, não é incluso no valor do passeio, como fui de carro pra mim estava tudo bem. A agência nos deu um mapa, que foi tão bem feitinho que não como se perder no caminho pra nenhuma das atrações. Chegamos no local onde fica a gruta, e tivemos que esperar o horário pra entrar, é tudo muito bem controlado. Nossa vez e lá fomos nós conhecer mais uma das maravilhas da natureza. O caminho para se chegar não é muito fácil, são trezentos e tantos degraus de pedra, bem escorregadios. Mas a visão que se tem quando chega lá embaixo vale a pena. Que água azulzinha, que coisa mais linda. Depois de um tempo admirando e tentando ajustar a máquina pra tirar fotos decentes, hora do retorno. Sempre acho subir mais fácil que descer, acho que tenho mais controle, então foi tranquilo. Voltamos para a cidade, e a tarde tínhamos um tour pela fábrica de Taboa, que é uma pinga típica deles. A fabriquinha é bem interessante, o pessoal que trabalha lá é muito simpático, e nos dão explicação de cada pedacinho. No final, taboa pra degustar a vontade. É baratinho pra se conhecer e acho que vale bem o passeio.










O dia seguinte me preparava uma grande aventura: o Abismo Anhumas. Fui fazer o treinamento no dia antes, pra eles avaliarem se eu levava jeito para o rapel. Como já tinha feito algumas vezes, não tive problemas em descer de rapel no treinamento, mas pra subir já foi outra história. De qualquer forma, eles me passaram no teste e fui liberada pra ir ao Abismo. Passeio bem caro esse, paguei 475 reais. Minha prima estava com medo e não quis ir, ficou na pousada me esperando. Peguei o carro e parti para o Abismo. O meu horário era um dos últimos para descer, começam os preparativos, amarra daqui, prende dali, põe capacete e tudo pronto, hora de descer. São 75 metros caverna adentro, que foram bem simples. Você desce sempre com um parceiro, prende os pés aos dele e vai controlando a velocidade....molinho. Lá embaixo a gente se depara com uma maravilha sem igual, formações lindas e um lago de uma cor verde esmeralda de babar.
O nosso passeio ainda teria uma flutuação no lago e um passeio de bote por ele. A flutuação eu bem que tentei, mas tenho muito medo de água, não sei nadar, e o guia era muito grosso e impaciente, não me deixou a vontade então entrei na água e saí. Fiquei chateada, afinal paguei bem caro pra estar ali, mas deixei quieto, não estragaria meu passeio nem minhas férias por conta disso, ainda teria muita coisa pela frente. O passeio de bote foi bem legal, pudemos chegar mais perto das formações da caverna. Depois disso tudo, hora de subir. Meu Deus! Que difícil...essas horas que eu penso que meu preparo físico deveria ser bem melhor...demorei muito pra subir, mas não tive que ser resgatada. Chegue lá em cima morta, mas muito feliz com a conquista...o dia valeu muito a pena. Voltei para cidade, peguei minha prima e fomos conhecer o Balneário Municipal. É muito bonito, mas tem coisas bem mais interessantes pra ser ver em Bonito, o pessoal fica por lá, tomando um sol, comendo alguma coisa e só. Gosto de ter o que fazer...Almoçamos por lá e logo voltamos embora.








O nosso terceiro dia em Bonito foi cheio de aventura, e de muita superação pra mim. Quem me conhece sabe que tenho pavor de água, que não sei nadar, que sou traumatizada e que tenho medo de me afogar até em poça de água, e esse dia estavam marcadas duas flutuações: Lagoa Misteriosa e Rio da Prata. Fomos até o local, novamente com nosso carro, super tranquilo de chegar também. Estava um pouquinho frio, apesar do dia estar sem nuvens. A primeira flutuação seria na Lagoa Misteriosa, e que bom que foi assim. Colocamos nossa roupa de "mergulho", pegamos snorkel e máscara e fomos caminhar até a lagoa. Fazemos uma trilha de 800 metros até chegar perto dela, de lá, uma escadaria com 365 degraus se não me engano, descendo...Quando se tem a vista a primeira vez dessa lagoa, a gente nem acredita. É muito linda, a água com um tom de verde encantador. Tive muita sorte, pois o guia que estava com a gente era muito paciente, e para fazer a flutuação éramos somente em 4 pessoas, outras duas iriam mergulhar com outro guia. Um mergulhador já chegou a até 200 metros de profundidade nela, e não alcançou o seu fundo, por isso ela tem o nome de misteriosa. Para eu pegar coragem de ficar flutuando demorou, heim...o guia tentava de todas as formas me convencer que eu não iria afundar, mas só de colocar o rosto embaixo da água e ver aquela profundidade toda, meu Deus! Que medo! Mas aos poucos fui me soltando, e quando vi estava flutuando sozinha, sem ninguém me segurar...foi tão emocionante. Consegui de verdade me soltar e criar confiança, foi uma sensação muito boa. E que água gostosa, que lugar mágico. Não queria nunca mais sair de lá, a piscina mais gostosa que eu já estive...ehehehe. Depois de muito aproveitar, chegou a hora de ir embora. Uma vontade de fazer xixi, e não podia fazer na água, e eu com aquela roupa que gruda mais que super bonder...tirei a roupa correndo e subi mais correndo ainda todos os degraus pra poder chegar na área do "matoalete". Não sei onde achei folego pra isso. Depois de estar aliviada, voltamos para a sede da fazenda para aguardar a flutuação no rio da Prata. A fome já estava batendo, e o frio estava aumentando, mas iríamos almoçar somente na volta do passeio do rio. Trocamos a roupa por uma seca, pegamos um tratorzinho pra nos levar até a entrada da trilha, fizemos uma trilha de uns metrinhos que não lembro quantos, e chegamos na nascente do rio da Prata. Que lindo...lindo demais, uma água transparente de doer. O guia fez um pequeno treinamento, mas como eu já estava acostumada com a flutuação, tirei de letra. E lá fomos nós rio abaixo, ou acima...sei lá. A única recomendação era não pisar no fundo, o rio é bem rasinho. Começo foi tudo bem, rio tranquilo, dava um pouco de medo passar perto das pedras, parecia que iríamos bater, mas aquele aquário incrível que a gente estava fazendo parte valia a pena. Mas, o rio começou a ficar mais nervosinho, e eu mais nervosinha, toda hora ia parar na beira do rio, e estava me enroscando na vegetação a todo momento, e não podia me desesperar, e eu estava me desesperando, e fiquei tensa, e, e, e... Mas fui, devagar, nervosa, com medo, mas fui. Depois descobri que nesse rio tem jacaré e sucuri, e que eles ficam na beira também. Ainda bem que soube disso só depois...rs. Chegou uma parte do rio, que temos a opção de aguardar um barquinho de resgate ou de seguir mais uns 200 metros em frente. Escolhi a primeira opção, e minha prima me fez companhia. A essa hora eu já estava praticamente congelada. Estava o céu já todo encoberto, um vento, e a gente desprevenida  Chegou nosso trator/caminhão e o caminho de volta até a fazenda foi de chorar. Um vento forte, porque estava tudo aberto. Mas chegamos, comemos uma comida muito boa e bem quentinha, e voltamos pra cidade, com o ar quente do carro ligado pra derreter o gelo formado na gente. Pousada, banho e cama. Ah, também fomos jantar, a gente tem muita fome...


Lagoa Misteriosa

Lagoa Misteriosa

Lagoa Misteriosa

Rio da Prata

Rio da Prata

Eu e minha prima, Josiane

Rio da Prata

Quarto dia em Bonito, amanheceu um pouco chuvoso, ficamos até na dúvida se teria o passeio ou não, iríamos para a Boca da Onça. Como ninguém dava uma resposta pra gente, fomos com a cara e a coragem, e ainda bem que fomos, pois lá chegando estava um dia lindo, com sol e céu azul. A Boca da Onça é uma fazenda com 10 cachoeiras, incluindo a Boca da Onça, que diz ser a maior cachoeira do Mato Grosso do Sul. Faríamos a trilha dessas cachoeiras, e tivemos a "sorte" de fazer ela invertida, ou seja, começaríamos por onde geralmente termina. Digo a "sorte" porque a trilha toda tem em torno de 900 degraus, e uma boa parte deles é de uma subida só. Mas como estávamos ao contrário, descemos. A trilha é bem legal, e o lugar é muito lindo. Todas as cachoeiras tem suas particularidades, mas a Boca da Onça realmente impressiona. Tem umas espreguiçadeiras bem perto dela, que você pode deitar e ficar admirando. Um espetáculo mesmo. A trilha é um pouco cansativa por conta dos degraus, porque mesmo fazendo ao contrário, subimos bastante também, mas nada que mate. Apesar do dia estar bem bonito, ainda não tinha calor suficientemente convidativo pra fazer a gente entrar na água, somente admiramos mesmo, mas valeu muito. De volta a sede da fazenda, almoçamos uma comida muito boa também e depois voltamos pra cidade. Nesse dia ainda teríamos o prazer de conhecer o Projeto Jiboia que nada mais é que um local lá em Bonito mesmo, que o "homem da cobra", que é como ele gosta de ser chamado, cuida das jiboias  Ele explicou muita coisa, seus hábitos desmistificou várias dúvidas, foi bem legal. Você paga 25 reais por pessoa pra que ele conte muitas coisas sobre a espécie, e no final ainda pode tirar uma foto com a Jiboia, pra quem teve coragem. Mas acredito que todos tem, elas são muito simpáticas. Descobrimos nesse dia também que foi ele quem fez o mapa super excelente e fácil de ler que todas as agências de Bonito disponibilizam pra gente chegar nos passeios. Show!


A cachoeira Boca da Onça

Nós e a cachoeira

A trilha

Eu e a Ji

Depois disso, voltamos pra pousada, pra descansar. No dia seguinte partiríamos rumo ao Pantanal do MS, mas isso é história pra outro post.