No feriado
de 15 de novembro do ano passado, fomos para mais uma aventura no Petar. Foi a
minha sexta vez lá. A história toda da viagem fica pra um outro post, pois
nesse quero falar sobre a trilha do Betary, que faz parte do projeto Trilhas de
São Paulo, que falei aqui.
Essa trilha
está classificada como nível médio no passaporte de trilhas, e acho que bem
colocada nesse nível. Não é facinho, e nem tem um nível de dificuldade que
impossibilite alguma pessoa de ir. Eu já havia feito essa trilha numa outra vez
que estive lá, e também já havia carimbado meu passaporte com ela, porém,
depois dessa não fiz mais nenhuma indicada, perdi o passaporte e queria começar
tudo de novo. Eu, o Ricardo, a Ana e o Davi compramos o passaporte e temos o
intuito de carimbar todo ele, quem sabe?
Além de nós
quatro, com o nosso grupo estavam mais 4 amigos do Davi, que fizeram o passeio
todo com a gente. Pessoas muito legais, e espero que de bom coração, pois será
necessário para me perdoar pois esqueci o nome deles. Sou péssima pra nomes,
acho que todo mundo deveria andar com um crachá.
Saímos cedo
rumo ao parque, no núcleo Santana, que é onde começa a trilha. São 7,2 km entre
ida e volta. O tempo todo andando por entre a mata e atravessando o Rio Betary,
que dá o nome a trilha. O rio nesse dia estava bem tranquilo, e pegamos um sol
bem bacana, já que as chuvas são muito comuns por lá, além da previsão do tempo
também estar indicando essa condição.
A nossa
primeira parada na trilha é pra conhecer a caverna da Água Suja. Sinceramente
eu não sei se tem a opção de não conhecer as cavernas e fazer só a trilha, já
que acho que seria meio que desperdício de tempo, se obrigatoriamente temos que
passar pela entrada da caverna, e né, se vc está no Petar, com certeza é pra
ver as cavernas. A trilha é mais um bônus. Eu sou meio suspeita pra falar,
porque a Água Suja é uma das cavernas que mais gosto por lá, na verdade está em
segundo lugar, perde somente pra Ouro Grosso, e ela é uma das únicas cavernas
que fui em TODAS as vezes que estive no Petar.
A caverna
tem esse nome, segundo nos contou o guia, porque quando ela foi “descoberta” o
rio que passa por dentro dela estava sujo, na verdade não era sujeira, e sim a
areia do fundo que tinha se misturado com a água por causa de chuvas ou coisa
assim. A água é muito limpinha, não potável logicamente, mas não tem nada de
sujeira. Explorar essa caverna é bem
bacana, e pra se ter uma ideia, a água do Rio Betary, que é bem gelada, estava
quente se comparada a água que tem dentro da caverna, e o mais legal é que
praticamente todo o percurso de exploração fazemos dentro da água. Divertido
demais!! Essa caverna não tem muitas formações de estalactites e estalagmites,
mas a grandeza dela impressiona, e ouvir o barulho da água é algo
indescritível. Antes, os turistas podiam chegar até uma cachoeira que tem
dentro da caverna, e para isso era necessário passar por um pequeno pedaço,
onde tínhamos que ir abaixado e ficar com a água até o pescoço, e o teto ficava
logo acima da cabeça, ou seja, o espaço era mesmo somente para a cabeça. Mas
tirando a sensação claustrofóbica que isso causava, valia a pena demais. Ver
uma cachoeira dentro de uma caverna é muito impressionante. Hoje esse pedaço
não pode mais ser visitado, me sinto feliz por ter conseguido um dia ir.
Então
chegamos no “ponto final” e voltamos. Não tivemos tanta aventura mas mesmo
assim vale bastante conhecer. Saímos da caverna e logo a frente pelo caminho
paramos para lanchar. Ficamos à beira do rio, comemos, e descansamos um pouco.
Voltamos a caminhar e logo a frente encontramos mais uma caverna, a Cafezal. Eu
fiquei feliz demais, pois essa era a única caverna dos núcleos Santana e Ouro
Grosso que eu nunca tinha visitado. Eu gostei muito de ver, ela é grande por
dentro, tem bastante espaço, e é completamente seca, com uma areia no chão, e
como disse a Aninha, parecia que estávamos em outro planeta. Não é uma caverna
muito grande, pelo menos não fomos muito nela, não sei também se ela tinha alguma
restrição, mas como era a primeira vez, fiquei bastante satisfeita com o que
vi.
Voltamos
para trilha, atravessa o rio mais umas 347 vezes, e logo chegamos na primeira
cachoeira, a Cachoeira das Andorinhas. Ela é linda, fica meio escondida no
caminho, mas quando estamos passando o rio pela última vez ela surge toda majestosa.
Vale a pena parar um pouco por ali para curtir a sua beleza e entrar nas águas,
só não pode chegar embaixo dela, pois a força da água pode afogar alguém.
Depois dali
é só seguir mais um pouquinho e chega na segunda cachoeira, a do Beija Flor,
que é bonita também, mas eu prefiro a primeira. Nesse dia eu não fui até lá,
estava muuuuito cansada, tinha dirigido 9 horas seguidas durante a madrugada, e
não tínhamos dormido nem duas horas pra descansar. Eu fiquei deitada pelo
banquinho ali mesmo enquanto o resto do grupo seguiu para ver a outra
cachoeira. Quando voltaram, comemos mais um pouquinho e nos preparamos para a
volta. A trilha na volta, apesar de ser igual a da ida, é mais tranquila, pois
não temos o tempo todo que ficar parando para ouvir as explicações, já sabemos
de tudo mesmo, então não perdemos o tempo com isso e voltamos bem mais rápido.
Apesar de
ser o tempo todo por entre a mata, ela não tem grandes dificuldades, o desnível
também não é assim tão forte, tem muitas escadas e alguns sobe e desce, mas é
tranquilo, não exige nada demais para se fazer a trilha. Atravessamos o rio várias
vezes, mas é sempre em lugar raso, se a água não estiver muito forte não tem
nada com o que se preocupar, se a correnteza estiver mais puxada é só dar as
mãos todos e atravessam tranquilamente. Em uma das travessias tem agora até a
possibilidade de se passar por uma pontezinha nova que fizeram, e é divertido.
Pra quem
vai visitar o Petar, mesmo que não queira carimbar a trilha e ter o passaporte,
esse passeio vale muito a pena. O contato com a natureza é incrível, e a beleza
daquele lugar é indescritível. Depois de todo o cansaço da trilha, nada melhor
que chegar no bairro e comer um pastelzinho na única pastelaria que tem por lá.
Eu recomendo o de palmito, eheheh.
PETAR é um
lugar que todo mundo deveria conhecer, mas eu sou suspeita, foi pra lá que fiz
minha primeira viagem de aventura, há 17 anos. Meu pequeno paraíso!!
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| Cachoeira das Andorinhas |
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| Entrada da Caverna Água Suja |









