Depois de passar dias maravilhosos em Bonito, partimos eu e minha prima rumo a Poconé, no Mato Grosso. Seriam alguns quilometrozinhos de viagem, e teríamos que fazer uma parada no caminho para descansar. Escolhi a capital do Mato Grosso do Sul para essa parada. Saímos de Bonito logo após o café da manhã e partimos para Campo Grande. Encontramos belas estradas pelo caminho, e não precisamos fazer nenhuma parada para abastecer já que era relativamente perto. Em Campo Grande, ficamos novamente no Ibis. A impressão que tive dessa capital foi muito boa. Uma cidade bonita, bem cuidada, com ruas largas, muita vegetação, bem sinalizada, um lugar que deve ser muito gostoso de morar. Fomos a um shopping que ficava perto do hotel para almoçar e comprar alguma coisa pra ouvir no carro, já que eu não tinha levado nada, e as rádios que a gente conseguia sintonizar, quando conseguia, eram de doer co coração com a seleção musical. Depois de passar nas Lojas Americanas, e de comer um lanche do palhacinho, voltamos para o hotel pra descansar, já que o dia seguinte prometia um viagem bem longa. Antes do café da manhã já saímos do hotel, paramos numa padaria no meio da estrada pra comer um pãozinho na chapa e seguimos viagem. Iríamos agora pra outra capital, dessa vez do Mato Grosso. As estradas do MT são bem piores conservadas do que a do MS, e o tráfego de caminhões pelas rodovias são muito intensos. Cuiabá, ao contrário de Campo Grande, foi uma decepção. Não sei se era eu que já estava cansada demais com as estradas, mas achei a cidade feia, mal cuidada, suja, e ainda por cima ela estava sendo toda reformada por causa da Copa do Mundo. O trânsito é triste, motoristas mal educados, um caos verdadeiro. Não consegui achar o hotel que tinha reservado mesmo passando duas vezes pela rua dele. O jeito foi procurar um outro. Encontramos o Intercity, que ainda tinha quartos vagos, porém um preço bem salgadinho. Mas como estava cansada, pagamos e fomos tirar nosso merecido cochilo. O hotel é muito bom, super limpo, funcionários atenciosos, vale o preço, mas não estava afim de gastar não...rs...Pedimos o jantar no quarto mesmo, porque a minha disposição para sair naquele transito louco era de 0%. A noite passou, acordamos para tomar café da manhã em pleno dia de semana, eu e minha prima produzidas como pessoas em férias num lugar que o calor mata: shorts, blusinha e havaianas, e o resto dos hóspedes do hotel produzidos como todo executivo em dia de trabalho, foi divertido. Saímos em busca da estrada que nos levaria, agora sim, até Poconé, nossa parada no Pantanal. A estrada bem ruinzinha, mas era de se esperar. Quando chegamos na Transpantaneira, que era onde ficava nosso hotel, foi bem emocionante. Não podia acreditar que euzinha estava ali, dirigindo meu carrinho no meio do Pantanal. A pousada que ficamos foi a Piuval, que fica somente a 7 km do começo da Transpantaneira, é a primeira pousada no caminho. Gostei muito do lugar, natureza por toda parte, não dá mesmo pra acreditar que eu estava ali, que a gente estava ali. O único problema que achei no Pantanal foi o valor das pousadas. Essa que fiquei foi 440 reais a diária, com pensão completa, pra duas pessoas. A mais barata que encontrei. Além da alimentação, tinha um passeio por dia incluído no valor da diária. Chegamos na pousada perto da hora do almoço, tivemos que esperar um pouco para entrar no quarto que ainda não estava pronto, e aproveitamos para ficar admirando a paisagem, que é coisa que eu jamais cansaria de fazer.
Almoçamos, um comida gostosa, mas com pouca variedade e com sobremesa bem fraquinha. A comida é sempre reaproveitada, o que eu não acho mal, não acho certo jogar comida fora, e se eles fazem isso por mim é uma prática super válida. O que não vale é o preço que eles cobram. Porém não podia reclamar, os outros lugares eram mais caros mesmo...rs. No meio da tarde fizemos nosso primeiro passeio, que era num barco pelas planícies alagadas do Pantanal. Fomos no período de seca, então não era tudo alagado não, apensas o que fica assim mesmo o ano todo. Eles nos contaram que na época das cheias a paisagem muda drasticamente, e que teríamos que voltar pra apreciar com nossos próprios olhos.O passeio é bem bacana, foi um guia muito simpático que esqueci o nome (sou dessas), eu, minha prima e mais dois espanhóis que estavam hospedados no hotel. Uma coisa que achei bem curiosa, é que nesse hotel as únicas pessoas brasileiras hospedadas eram eu e minha prima, o resto, todos estrangeiros. Talvez pelo preço, ou talvez porque os brasileiros não apreciem tanto as belezas que tem por aqui.
Pegamos o barco e saímos no meio daquelas águas cobertas pela vegetação, contornávamos os caminhos já abertos, que pareciam estradinhas no meio daquilo tudo. Quando vimos o primeiro jacaré foi muito legal. depois vimos tantos que até enjoou. Chegamos bem perto de uma "plantação" de Tuiuiús, que são as aves símbolo do Pantanal. Era tudo muito lindo e surreal, era um encantamento a cada piscada de olhos. Fizemos uma pequena caminhada para avistarmos os ninhos deles, e mais voltinhas no barco. Voltamos para a pousada realizadas, ainda beliscando uma a outra para ver se aquilo tudo era verdade. E era.
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| O portal de entrada da cidade de Poconé |
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| Os caminhos pelas planícies alagadas do Pantanal |
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| Eu e minha prima, avistando de cima, as belezas do Pantanal |
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| Um dos milhares de jacarés que vimos por lá |
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| Tuiuiús |
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| Mais Tuiuiús |
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| Um pôr do sol até que bonitinho...rs |
Acordamos cedo no outro dia, fomos para o café da manhã e depois o que nos reservava era um passeio a cavalo. Eu estava super apreensiva, pois nunca tinha andado a cavalo antes. Conheci o Zequinha, o cavalinho que tria a honra de me levar nas costas (coitado). O passeio é muito tranquilo, os cavalos são super mansinhos, e super tranquilo de controlar eles, e o caminho que fizemos foi sensacional. Avistamos diversas aves, macacos e outros animais, aquilo tudo é encantador. Depois de algum tempo de passeio, voltamos para a pousada. Descer do cavalo foi mais fácil que eu pensava, me despedi do Zequinha, acho que não nos veremos mais, mas comigo ainda ficou por um tempo a lembrança dele: as dores no bumbum e nas coxas. Aproveitamos mais um pouco do nosso tempo livre para apreciar o locar, já essa tarefa não enjoava. Almoçamos e compramos um passeio, por 20 reais por pessoa, para fazer a Transpantaneira e focagem noturna. Esse passeio foi muito legal. Saímos num caminhão adaptado, todo aberto atrás para carregar passageiros. Os guias levaram as super lanternas, mas o começo do passeio ainda era de dia. Fomos adentrando a Transpantaneira, e a cada lugar um fascínio. O que era aquilo? Vimos inúmeros jacarés, vimos antas, aves das mais diversas, os tão amigos Tuiuiús, Veados, raposas, corujas, etc, etc, etc...A volta, já a noite, também foi demais. Eu queria muito ver a onça pintada, mas não tive esse privilégio, acho que terei que voltar. Depois de pelo menos umas 4 horas de passeio, retornamos a pousada, jantamos e fomos dormir. O dia seguinte partimos logo após o café da manhã, nos despedimos de todos os funcionários que foram sempre muito simpáticos e saímos. A Chapada dos Guimarães teria que ficar pra uma outra oportunidade, já que muitos locais nos disseram que ela estaria provavelmente com a maioria das atrações fechadas para visitação por causa das reformas para a Copa. Não queria arriscar as chances. Vim embora, na viagem mais longa e cansativa de todo o percurso. Estradas péssimas, fiz 500 km em 10 horas, mas por sorte achamos um hotel, que acredito que tenha sido o melhor de toda a viagem, numa cidadezinha no meio do nada, e pudemos descansar, pois ainda restavam 1200 km para a casa. Esse último trecho foi feito de uma tacada só, cheguei em casa moída, cansada, mas muito feliz.
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| Começando o passeio. |
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| A "entrada oficial" da Transpantaneira |
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| Lindo |
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| Um outro pôr do sol bonitinho... |
O Pantanal deixou muita saudade, pretendo um dia voltar com certeza. Precisamos descobrir mais das belezas que o nosso Brasil tem, pois não deixamos nada a desejar a ninguém. Foram poucos dias, mas que ficarão marcados pra sempre.
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