Nas minhas férias desse ano (2013) resolvi fazer um passeio diferente. Tinha tantas dúvidas de onde ir, queria fazer uma viagem gostosa. Pensei em inúmeras possibilidades, porém viajar pra fora do país ficou fora de questão devido ao dólar nas alturas. Resolvi então que era a hora de conhecer um lugar que me fascinava havia um tempo: Bonito. Queria ir de carro (moro em Santo André), e aproveitar pra conhecer também o Pantanal e Chapada dos Guimarães. Convidei minha prima pra ir junto e parti com esse roteiro em mente. Saímos de Sorocaba (onde minha prima mora) numa segunda perto da hora do almoço, o objetivo desse dia seria chegar em São José do Rio Preto para dormir, pois ir direto iria demorar muito e estava com medo de andar por estradas que não conhecia durante a noite. A viagem correu super bem, em São José ficamos no Ibis, um hotel bem gostoso. Tem muito pedágio nas estradas, mas elas também estavam muito bem conservadas, o que fez valer a pena pagar todos eles. Dia seguinte bem cedinho, após o café da manhã, seguimos caminho até Bonito. Ia baseada no meu GPS, que foi um fofo comigo durante toda a viagem. Cruzamos a fronteira dos Estados e SP e MS e aí as estradas já começaram a mudar. Todas de mão única, e o limite de velocidade era menor. A conservação delas muito boa, e o que valia muito a pena eram as paisagens que se via, de encher os olhos. Triste ver tantos animais mortos pelas estradas, muitos mesmo: Siriemas, Tatus, Tamanduás... O ritmo seguia bem, comemos apenas elma chips pelo caminho para não termos que parar almoçar. As paradas eram apenas pra encher o tanque e fazer xixi. Chegamos em Bonito as 3 da tarde, deixamos nossas coisas na pousada, ficamos numa chamada Pousada Sossego. Simples, com café da manhã bem gostoso, mas sem luxo. Perfeita pra gente. A diária era 100 reais pra duas pessoas, preço justo.
Depois de fazermos o checkin fomos almoçar. Resolvemos nos arriscar pela culinária típica e comemos jacaré. Uma carne muito saborosa, vale a pena experimentar, pena que é um pouco carinha. Andamos um pouco pelo centro de Bonito, fomos até a agência para pegar nosso voucher do passeio do dia seguinte: A gruta do Lago Azul (em Bonito todos os passeios tem que ter guia, e todas as agências trabalham com preço tabelado. Escolhi a agencia AR para comprar os meus passeios por indicação do site mochileiros.com). Depois foi só ir pra pousada descansar da viagem para o dia seguinte.
O nosso primeiro passeio seria para a Gruta do Lago Azul. Quando eu era criança, um dia meu pai me deu um poster de um lugar que eu achei lindo, ficava encantada olhando para aquela foto pensando se um dia estaria num lugar daquele. Era essa gruta.
Pegamos o carro, lá em Bonito, se você não tem condução própria tem que contratar o transporte, não é incluso no valor do passeio, como fui de carro pra mim estava tudo bem. A agência nos deu um mapa, que foi tão bem feitinho que não como se perder no caminho pra nenhuma das atrações. Chegamos no local onde fica a gruta, e tivemos que esperar o horário pra entrar, é tudo muito bem controlado. Nossa vez e lá fomos nós conhecer mais uma das maravilhas da natureza. O caminho para se chegar não é muito fácil, são trezentos e tantos degraus de pedra, bem escorregadios. Mas a visão que se tem quando chega lá embaixo vale a pena. Que água azulzinha, que coisa mais linda. Depois de um tempo admirando e tentando ajustar a máquina pra tirar fotos decentes, hora do retorno. Sempre acho subir mais fácil que descer, acho que tenho mais controle, então foi tranquilo. Voltamos para a cidade, e a tarde tínhamos um tour pela fábrica de Taboa, que é uma pinga típica deles. A fabriquinha é bem interessante, o pessoal que trabalha lá é muito simpático, e nos dão explicação de cada pedacinho. No final, taboa pra degustar a vontade. É baratinho pra se conhecer e acho que vale bem o passeio.






O dia seguinte me preparava uma grande aventura: o Abismo Anhumas. Fui fazer o treinamento no dia antes, pra eles avaliarem se eu levava jeito para o rapel. Como já tinha feito algumas vezes, não tive problemas em descer de rapel no treinamento, mas pra subir já foi outra história. De qualquer forma, eles me passaram no teste e fui liberada pra ir ao Abismo. Passeio bem caro esse, paguei 475 reais. Minha prima estava com medo e não quis ir, ficou na pousada me esperando. Peguei o carro e parti para o Abismo. O meu horário era um dos últimos para descer, começam os preparativos, amarra daqui, prende dali, põe capacete e tudo pronto, hora de descer. São 75 metros caverna adentro, que foram bem simples. Você desce sempre com um parceiro, prende os pés aos dele e vai controlando a velocidade....molinho. Lá embaixo a gente se depara com uma maravilha sem igual, formações lindas e um lago de uma cor verde esmeralda de babar.
O nosso passeio ainda teria uma flutuação no lago e um passeio de bote por ele. A flutuação eu bem que tentei, mas tenho muito medo de água, não sei nadar, e o guia era muito grosso e impaciente, não me deixou a vontade então entrei na água e saí. Fiquei chateada, afinal paguei bem caro pra estar ali, mas deixei quieto, não estragaria meu passeio nem minhas férias por conta disso, ainda teria muita coisa pela frente. O passeio de bote foi bem legal, pudemos chegar mais perto das formações da caverna. Depois disso tudo, hora de subir. Meu Deus! Que difícil...essas horas que eu penso que meu preparo físico deveria ser bem melhor...demorei muito pra subir, mas não tive que ser resgatada. Chegue lá em cima morta, mas muito feliz com a conquista...o dia valeu muito a pena. Voltei para cidade, peguei minha prima e fomos conhecer o Balneário Municipal. É muito bonito, mas tem coisas bem mais interessantes pra ser ver em Bonito, o pessoal fica por lá, tomando um sol, comendo alguma coisa e só. Gosto de ter o que fazer...Almoçamos por lá e logo voltamos embora.


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O nosso terceiro dia em Bonito foi cheio de aventura, e de muita superação pra mim. Quem me conhece sabe que tenho pavor de água, que não sei nadar, que sou traumatizada e que tenho medo de me afogar até em poça de água, e esse dia estavam marcadas duas flutuações: Lagoa Misteriosa e Rio da Prata. Fomos até o local, novamente com nosso carro, super tranquilo de chegar também. Estava um pouquinho frio, apesar do dia estar sem nuvens. A primeira flutuação seria na Lagoa Misteriosa, e que bom que foi assim. Colocamos nossa roupa de "mergulho", pegamos snorkel e máscara e fomos caminhar até a lagoa. Fazemos uma trilha de 800 metros até chegar perto dela, de lá, uma escadaria com 365 degraus se não me engano, descendo...Quando se tem a vista a primeira vez dessa lagoa, a gente nem acredita. É muito linda, a água com um tom de verde encantador. Tive muita sorte, pois o guia que estava com a gente era muito paciente, e para fazer a flutuação éramos somente em 4 pessoas, outras duas iriam mergulhar com outro guia. Um mergulhador já chegou a até 200 metros de profundidade nela, e não alcançou o seu fundo, por isso ela tem o nome de misteriosa. Para eu pegar coragem de ficar flutuando demorou, heim...o guia tentava de todas as formas me convencer que eu não iria afundar, mas só de colocar o rosto embaixo da água e ver aquela profundidade toda, meu Deus! Que medo! Mas aos poucos fui me soltando, e quando vi estava flutuando sozinha, sem ninguém me segurar...foi tão emocionante. Consegui de verdade me soltar e criar confiança, foi uma sensação muito boa. E que água gostosa, que lugar mágico. Não queria nunca mais sair de lá, a piscina mais gostosa que eu já estive...ehehehe. Depois de muito aproveitar, chegou a hora de ir embora. Uma vontade de fazer xixi, e não podia fazer na água, e eu com aquela roupa que gruda mais que super bonder...tirei a roupa correndo e subi mais correndo ainda todos os degraus pra poder chegar na área do "matoalete". Não sei onde achei folego pra isso. Depois de estar aliviada, voltamos para a sede da fazenda para aguardar a flutuação no rio da Prata. A fome já estava batendo, e o frio estava aumentando, mas iríamos almoçar somente na volta do passeio do rio. Trocamos a roupa por uma seca, pegamos um tratorzinho pra nos levar até a entrada da trilha, fizemos uma trilha de uns metrinhos que não lembro quantos, e chegamos na nascente do rio da Prata. Que lindo...lindo demais, uma água transparente de doer. O guia fez um pequeno treinamento, mas como eu já estava acostumada com a flutuação, tirei de letra. E lá fomos nós rio abaixo, ou acima...sei lá. A única recomendação era não pisar no fundo, o rio é bem rasinho. Começo foi tudo bem, rio tranquilo, dava um pouco de medo passar perto das pedras, parecia que iríamos bater, mas aquele aquário incrível que a gente estava fazendo parte valia a pena. Mas, o rio começou a ficar mais nervosinho, e eu mais nervosinha, toda hora ia parar na beira do rio, e estava me enroscando na vegetação a todo momento, e não podia me desesperar, e eu estava me desesperando, e fiquei tensa, e, e, e... Mas fui, devagar, nervosa, com medo, mas fui. Depois descobri que nesse rio tem jacaré e sucuri, e que eles ficam na beira também. Ainda bem que soube disso só depois...rs. Chegou uma parte do rio, que temos a opção de aguardar um barquinho de resgate ou de seguir mais uns 200 metros em frente. Escolhi a primeira opção, e minha prima me fez companhia. A essa hora eu já estava praticamente congelada. Estava o céu já todo encoberto, um vento, e a gente desprevenida Chegou nosso trator/caminhão e o caminho de volta até a fazenda foi de chorar. Um vento forte, porque estava tudo aberto. Mas chegamos, comemos uma comida muito boa e bem quentinha, e voltamos pra cidade, com o ar quente do carro ligado pra derreter o gelo formado na gente. Pousada, banho e cama. Ah, também fomos jantar, a gente tem muita fome...
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| Lagoa Misteriosa |
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| Lagoa Misteriosa |
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| Lagoa Misteriosa |
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| Rio da Prata |
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| Rio da Prata |
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| Eu e minha prima, Josiane |
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| Rio da Prata |
Quarto dia em Bonito, amanheceu um pouco chuvoso, ficamos até na dúvida se teria o passeio ou não, iríamos para a Boca da Onça. Como ninguém dava uma resposta pra gente, fomos com a cara e a coragem, e ainda bem que fomos, pois lá chegando estava um dia lindo, com sol e céu azul. A Boca da Onça é uma fazenda com 10 cachoeiras, incluindo a Boca da Onça, que diz ser a maior cachoeira do Mato Grosso do Sul. Faríamos a trilha dessas cachoeiras, e tivemos a "sorte" de fazer ela invertida, ou seja, começaríamos por onde geralmente termina. Digo a "sorte" porque a trilha toda tem em torno de 900 degraus, e uma boa parte deles é de uma subida só. Mas como estávamos ao contrário, descemos. A trilha é bem legal, e o lugar é muito lindo. Todas as cachoeiras tem suas particularidades, mas a Boca da Onça realmente impressiona. Tem umas espreguiçadeiras bem perto dela, que você pode deitar e ficar admirando. Um espetáculo mesmo. A trilha é um pouco cansativa por conta dos degraus, porque mesmo fazendo ao contrário, subimos bastante também, mas nada que mate. Apesar do dia estar bem bonito, ainda não tinha calor suficientemente convidativo pra fazer a gente entrar na água, somente admiramos mesmo, mas valeu muito. De volta a sede da fazenda, almoçamos uma comida muito boa também e depois voltamos pra cidade. Nesse dia ainda teríamos o prazer de conhecer o Projeto Jiboia que nada mais é que um local lá em Bonito mesmo, que o "homem da cobra", que é como ele gosta de ser chamado, cuida das jiboias Ele explicou muita coisa, seus hábitos desmistificou várias dúvidas, foi bem legal. Você paga 25 reais por pessoa pra que ele conte muitas coisas sobre a espécie, e no final ainda pode tirar uma foto com a Jiboia, pra quem teve coragem. Mas acredito que todos tem, elas são muito simpáticas. Descobrimos nesse dia também que foi ele quem fez o mapa super excelente e fácil de ler que todas as agências de Bonito disponibilizam pra gente chegar nos passeios. Show!
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| A cachoeira Boca da Onça |
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| Nós e a cachoeira |
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| A trilha |
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| Eu e a Ji |
Depois disso, voltamos pra pousada, pra descansar. No dia seguinte partiríamos rumo ao Pantanal do MS, mas isso é história pra outro post.
Show Fran!! Continuaaa! :)
ResponderExcluir(Tô lendo de trás pra frente agora... hehehe)
Re...que bom que está gostando mesmo, vou continuar...rsrs..bjos
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