Acho que quando estava lá no céu, na fila para pegar as coisas necessárias para habitar esse mundo, resolvi pegar tb rodinhas para minha imaginação. Em janeiro de 2012, depois de alguns perrengues que tinha passado na minha vida pessoal, resolvi realizar o sonho de conhecer a Patagônia.
Não sei porque era um sonho, e não sei porque isso me consumia desde sempre. Acho que por ser apaixonada pelo frio, pelas montanhas e pela natureza, e saber que encontraria tudo isso em um só lugar, me deixava mesmo extasiada. Iria sozinha, e como minha primeira viagem de aventura sozinha, resolvi não arriscar minhas chances de fazer tudo por conta e contratei uma agência pra fazer isso por mim. Olha, o atendimento e tudo foi muito perfeito, contratei a Ciaeco que recomendo de olhos fechados (tem até hoje um depoimento meu lá no site), mas você, que tem essa mesma vontade, e não tem medo (como eu agora), faça por conta. Garanto que a economia em relação a fazer por agência é gigantesca. A única viagem que fiz depois com agencia foi pro Monte Roraima, que vou contar mais pra frente os motivos.
Mas vamos a essa...rs...depois dos perrengues, das tristezas, veio a chance de realizar a viagem da vida, e olha que conheci lugares incríveis já, e nada até agora superou a Patagônia. Ainda carrego no coração a vontade de ter meu chalé no meio daquele lugar, quem sabe um dia...
Viagem paga, chega o grande dia. Saí de SP com destino a Buenos Aires, ficaria um dia lá. Chegando no aeroporto, esperando pelo meu transfer, conheci uma moça que também esperava o transfer dela, que por coincidência era da mesma agência que a minha (agencia de BA), o meu chegou, o dela não, ela tinha ficado um pouco brava, mas logo depois chegou o dela e tudo resolvido (essa pequena história tem um porquê, e vão saber mais pra frente). Fiquei no hotel De Las Luces, muito bem localizado, pertinho da Casa Rosada e de tudo que fica lá no centro, tudo que precisei fazer, fiz a pé. Mas a ansiedade era tão grande que só fui mesmo dar uma voltinha até a casa Rosada, buscar alguma coisa pra comer e voltei pro hotel para descansar. Como já conhecia Buenos Aires, não fiquei triste com esse fato, e como também tinha acabado de voltar de outra viagem que tinha feito pra Floripa, achei que descansar seria perfeito. No dia seguinte, bem cedinho, o translado me pegou no hotel e fui para o aeroporto rumo a El Calafate. Apesar de um medo escondido no fundo do peito de andar de avião, sentar na janelinha é algo que gosto muito, e que delícia poder ver a paisagem mudar, e que sensação mais incrível ver o avião contornando todo o Lago Argentino para pousar no Aeroporto. Queria sempre poder viver com a sensação de ter mil borboletas no estomago, é tão boa!!! Chegando lá já tinha um transfer me esperando para me levar até o meu Hostel. Que emoção, minha primeira vez num Hostel!! O que fiquei chamava El Glaciar Pioneros, uma graça, com internet e quartos compartilhados. Cheguei antes do almoço, conheci meu guia de todo o passeio, o Ivan, que me disse que mais a noite teríamos uma reunião com todo o grupo, e que eu teria meu dia livre. Entrei no meu quarto, que eram pra duas pessoas, e ainda estava sozinha. Resolvi aproveitar meu dia para passear pela cidade, e comer alguma coisa. Ivan me recomendou conhecer a Reserva Laguna Nimez, que é um parque e me disse que era muito bonito. Sai me “sentindo” pela cidade, parei num restaurante que achei charmozinho, comi um lanche com batata frita, e fui até a reserva. Só o fato de caminhar por aquela cidade tão linda já me fazia sentir vontade de abandonar tudo e me mudar pra lá, que delícia, tinha a certeza de ter encontrado o meu paraíso na terra. A reserva é bem bonita, não tem muito o que se ver, e o dia e hora que fui estava meio vazia. Não me lembro quanto paguei pra entrar, mas deve ter sido no máximo 15 pesos. Estava eu, uma garrafa de água, e minha máquina fotográfica. Caminhar por aquele lugar era bom demais, cada plantinha, cada ave, cada flamingo que encontrava me dava uma paz que nunca tive e que precisava demais. Tirei algumas fotos que ficaram lindas, cheguei na beira do Lago Argentino (que azul é aquele?), e foi um dia maravilhoso.
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| Uma ponte bem florida na Reserva Laguna Nimez |
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| Laguna Nimez |
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| Laguna Nimez e seus Flamingos ao fundo |
Voltei para o Hostel, tomei um banho, e aguardava a hora do encontro do grupo na recepção. As pessoas começavam a chegar, mas não sabia quem era do meu grupo. E não é que pra minha surpresa, aquela menina que encontrei no aeroporto de Buenos Aires, iria fazer a viagem junto comigo? Ficamos tão felizes em nos reencontrar, como se fossemos velhas amigas, foi muito engraçado. Conheci minha companheira de quarto que também era de viagem, a Kirsten, uma Alemã que se comunicava muito bem em espanhol e em inglês também. A Brasileira do aeroporto se chamava Angela. Todos reunidos, uma breve introdução do que faríamos no próximo dia, e saímos todos para nosso jantar de “inauguração” da viagem. Fomos a um restaurante que não me lembro o nome, mas que comemos muito bem, e foi aí que comecei a me espantar com o sol, que ainda estava brilhando no céu, as 9 horas da noite...
*Uma pausa: eu gosto de escrever, então qualquer passeio de dois dias vai virar um relato gigante, se você não tem paciência, pare por aqui. É um defeito meu, meus resumos sempre ficaram maiores que o texto original, não sei ser objetiva com as palavras escritas...rs.
Preciso contar como era meu grupo, porque pra mim as viagens não são feitas somente de lugares, são feitas principalmente pelas pessoas. Estávamos num grupo de 15 nesse começo de viagem: Eu; a Angela, uma gaúcha que é super minha amiga e companheira de muitas outras viagens até hoje; a Silvia, uma portuguesa que falava muito, e ás vezes era mais difícil entender o que ela falava do que o que as Alemãs falavam; Ivan, nosso guia da viagem toda, um poliglota que falava com todo mundo na língua natal deles, e uma pessoa incrível; Jorge, um argentino muito simpático, sempre com ótimas histórias pra contar; a Julia, Carolina e Alejandra, três amigas também argentinas, muito divertidas, super prestativas e que até hoje acompanho suas aventuras pelo face; Wibke, uma alemã sensacional, nos falamos sempre e trocamos até hoje produtos pelos correios, adoro receber os chocolates Lindt que ela me manda, ehehe; a Kirsten, outra alemã, que já felei dela lá em cima, dividimos o quarto no primeiro dia de viagem; Valentina e Matteo, um casal de Italianos que estavam passando a lua de mel pela Patagônia, fofíssimos, e apesar de todos os perrengues que passaram na viagem, (Valentina ficou mal) estavam sempre bem humorados; Andy, um inglês boa pinta que era muito gente boa, adorava ficar até mais tarde conversando; e, pra finalizar com chave de ouro, nada mais nada menos que Ives e Jaqueline, um casal de “amigos” franceses, de 70 anos!!! E com a disposição de adolescentes. Conversavam com a gente em francês numa naturalidade, como se estivéssemos entendendo tudo, lindos demais. Agora quando falar de alguém vcs já vão saber...rs..
Começamos nosso segundo dia na Patagônia, levantamos bem cedo, tomamos o café no hostel, que por sinal era muito bom, separamos em uma mochila somente o necessário para os próximos dias de trekking, e deixamos a mala maior no próprio hostel, que voltaríamos mais pra frente. Pegamos nossa Van e partimos rumo a El Chalten, e meu Deus, que caminho mais lindo. Mais ou menos na metade, paramos num lugar chamado La Leona, que tem um pequeno restaurante, eu mesma só usei pra fazer xixi, mas que lugar, que paisagem que frio...apaixonei logicamente. Depois de algumas fotos, voltamos ao ônibus e seguimos viagem.
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| Parada em La Leona |
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| La Leona, lindo e muito frio. |
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| Láááá no fundo, El Chalten. |
A chegada em El Chalten foi ótima, cidade igualmente linda, mais pitoresca, mas muito fofa. Foi lá que descobri onde o vento faz a curva, como venta!!! Pegamos nossas mochilas e começamos nosso trekking. Daqui por diante, 3 dias sem banho, e era isso o que mais me assustava. Porém estava super prevenida, quilos de lenço umedecido na mochila, então tudo certo. Conhecemos nossa guia desses dias de trekking, o Pablo, um sujeito muito simpático, que conhecia muito os lugares, o único problema dele é que ele era muito ligeirinho, e eu, pra variar, sempre no final da turma, mas o importante da viagem é fazer parte dela, não importa em que posição...rs. Começar a caminhar por aqueles lugares em El Chalten é indescritível, nosso objetivo nesse primeiro dia era chegar no acampamento Laguna Capri. Não queria sair dali nunca mais, um grupo tão animado, tão unido, com tantas histórias, fomos nos conhecendo pouco a pouco, e criando laços de amizade incríveis. Enquanto caminhávamos, nos “flats” patagônicos, sentíamos muito calor. Mas era só fazer uma pausa pra beber água ou fazer nosso lanche que o vento começava a congelar nossos pedacinhos. Encontrar nosso acampamento todo montado foi bem legal, descobrimos que teríamos um banheiro, com privada e tudo (mas sem descarga), e vou contar, apesar dele não ter uma tranca confiável, é um dos banheiros mais limpos que já usei em viagem, os meninos que cuidavam do acampamento conseguiam deixar ele até cheiroso, mesmo sendo uma espécie de fossa. Nos dividimos nas barracas, pegamos nosso saco de dormir (nos ofereceram dois pra cada, que aceitamos logicamente), dividi a barraca com a Silvia, a portuguesa. Enquanto preparavam nosso jantar fomos fazer uma caminhada pelos arredores, até a Laguna, nos embasbacar com as paisagens, só de contar agora consigo me transportar pra lá e lembrar com tamanha saudade tudo que vivi. Tiramos algumas fotos, e voltamos pq a fome já apertava. Tínhamos uma barraca refeitório, muito legal. Todos sentados, e foi aí que tomei a melhor sopa de saquinho de toda a vida. Desceu tão quentinha, pra apaziguar o frio, depois vieram os pratos principais, acho que essa primeira noite foi risoto de funghi (imaginou que comeríamos isso no meio do nada?), e sempre tinha suquinho também, artificial, mas perfeito. Chá e café tb a disposição. Como lá a noite demora pra cair, fomos pra barraca ainda com sol para descansarmos do dia. Dois sacos de dormir, duas calças, duas blusas, duas meias, gorro e luvas não foram suficientes pra me aquecer essa primeira noite. Confesso que passei um pouquinho de frio, mas qdo dormi, dormi bem demais, nem senti que era uma barraca.
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| Nosso guia Pablo |
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| Meu quarto...rs.. |
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| A vista do meu quintal |
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| Vida chata. |
Mais um dia amanhece lindo demais, tomamos nosso café da manhã bem gostoso, pegamos casaco, câmera fotográfica, nosso lanche, e partimos pra caminhar pelo paraíso. Nosso objetivo de hoje seria a Laguna de Los Tres. As paisagens são de doer os olhos, cada passo uma alegria, tudo é muito perfeito. O dia de caminhada foi bem tranquilo até a chegada da subida para a Laguna de Los Tres. Gente, que difícil...rs..hoje acho que não reclamaria tanto, o preparo está melhor, mas a subida doeu o coração, sobe, sobe, sobe, sobe, sobe...mas quando se chega lá em cima, vc vê que valeu a pena todo o esforço. Nada que eu conte aqui vai descrever o que é realmente aquele lugar. Fui presenteada com um floquinho de neve, só um, mas foi muito lindo. Almoçamos lá em cima e retornamos pelos mesmos belos caminhos para o nosso acampamento. Nós já nos sentíamos no filme Senhor do Anéis, rsrsrs... Mais uma noite de acampamento, mais um jantar delicioso, e uma noite que consegui passar calor. A única coisa que incomodava um pouco eram os mosquitos gigantes que habitam aquelas terras no “verão”. Nossa, como são chatos, e não param de te importunar. Aprendemos que um bom tapa mata, mas a vontade era de ter levado comigo aqueles mata mosquitos a base de choque, iria fazer a festa. Outro bichinho bem comum eram as taturanas, eles usam outro nome lá, mas tinha de monte também. Nada que tirasse a beleza do lugar.
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| Precisa de Legenda? Fitz Roy |
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| Depois da subida, a recompensa. |
Dia seguinte, hora de partir rumo ao Cerro Torre, caminhar pelos lindos bosques, conhecer a Laguna Madre e Laguna Hija, e depois de tanta beleza chegar até o acampamento Laguna Torre. Deixamos nossas coisas lá e fomos andar mais um pouco em torno da Laguna...era um caminho de tanto sobe sobe, que não consegui chegar até o final, voltei pra descansar, logo os outros foram voltando também, que bom que não fui a única arregar, rs. Mais conversas em grupo, mais histórias, mais laços sendo criados. Ivan nos contou como foi que pediu a noiva dele em casamento, que tinha sido ali naquele lugar, eles acordaram bem cedinho, foram vez o Cerro Torre todo cor de rosa, ele se ajoelhou e perguntou se ela queria casar com ele. Fala sério, alguém diria não? Porque além de muito inteligente, e depois dessa muito romântico, Ivan também é muito lindo. Sorte da Érica, a noiva dele, que acabamos conhecendo mais tarde. Ficamos bem amigas. Ivan também nos contou uma história que faz a gente pensar. Ele se formou em economia, fala, além do espanhol, inglês, alemão, francês, português, um pouquinho de Italiano e está estudando Mandarim. Ou seja, tinha tudo pra ter uma carreia promissora no mundo dos negócios. Mas ele largou tudo pra ser guia, e ele nos disse a seguinte frase: hoje sou pobre, mas sou feliz...
Depois de muitos chás, de outras histórias, de eu e a Angela tentarmos enfiar nossa cabeça na água congelante pra dar uma "sensação" de banho, jantamos, fomos dormir, descansar, refletir sobre tudo.
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| Nosso grupo, começando pela esquerda: Alejandra, Carolina, Kirsten, Angela, Ivan, Andy, Silvia, Jaqueline, Julia, Wibke e Jorge. |
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| Da Esquerda: Silvia, Ives, Kirsten, Jaqueline, Wibke e Ivan |
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| Da esquerda abaixados: Wibke, eu, Silvia e Julia. Da esquerda em pé: Angela, Jorge, Ives, Ivan, Pablo, Jaqueline, Kisrten, Alejandra, Andy e Carolina |
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| Sem palavras |
Acordamos com uma dor no coração por ter que deixar aquele lugar, era o nosso último dia de trekking por El Chalten, voltaríamos a civilização, teríamos banho quente, cama, cobertor. Mas mesmo assim foi triste, apesar de saber que ainda teríamos muitas coisas pela frente, cada dia que se passava era um dia a menos que teria no meu pedacinho encantado. Caminhamos de volta até a cidade, e quando vimos as casinhas lá de cima a emoção foi bem legal também. Aqui vale uma observação: quando arrumávamos nossas coisas para fazer o trekking, o Ivan, nosso guia, nos disse para não nos preocuparmos com shampoo, sabonete, nem nada disso, pois não teríamos onde tomar banho nem nada. Então não levei nada, achando que acabando o treeking, subiríamos na Van e voltaríamos para o Hostel em El Calafate, onde ficaram a maioria de nossas coisas. Mas, para minha total surpresa, iríamos dormir uma noite em El Chalten, num hostel!!! Teríamos banho!!! Chegando na cidade, nem bem fizemos o nosso cadastro e deixamos as coisas no quarto (quartos compartilhados, mistos, caí num quarto com 3 outros homens, e só conhecia um deles, o Andy, que estava na nossa viagem) e fui rumo as lojinhas para achar uma roupa limpa, e comprar produtos de higiene para tomar banho. Depois de muitos gastos, pois achamos muita coisa barata e boa (fico louca em lojinhas de coisas de trekking), fomos ao tão sonhado banho quente. Banheiro coletivo, eu, fresca que sempre fui, sem chinelo pra tomar banho, entrei descalça mesmo. Que banho!!! Todas limpinhas, cheirosas, fomos almoçar, e como estava descrito no nosso voucher que nosso retorno seria somente no dia seguinte a tarde, eu, Angela e a Silvia fomos procurar um passeio para fazermos na parte da manhã, queríamos aproveitar tudo. Compramos um passeio de meio dia para Laguna Del Desierto. Com tudo pronto e programado para o dia seguinte, fomos nos encontrar com os demais viajantes do nosso grupo para um jantar de comemoração pelos nossos primeiros dias. O jantar foi numa hosteria, chamada PuduLodge. Algumas pessoas do nosso grupo estava hospedadas lá ao invés de estar dividindo quarto com estranhos no nosso hostel...rs. O jantar foi perfeito, mas foi no jantar que descobrimos que a nossa volta para El Calafate não seria no final do dia, e sim ao meio dia. Ou seja, nossa viagem do dia seguinte estava seriamente comprometida. Saímos de lá e ainda tivemos pique para tomar umas cervejas artesanais e uma Tequila!
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| Sentido horário começando embaixo: Wibke, Jaqueline, Ives, Silvia, eu, Angela, Jorge, Ivan, Matteo, Valentina, Alejandra, Carolina, Julia, Kirsten e Andy. |





Dia seguinte, fomos para o nosso passeio, pois no descrito estava que voltaríamos as 11 para a cidade. Ledo engano, já a caminho do Lago Del Desierto descobrimos que só chegaríamos em El Chalten novamente as 14:00. Bateu um desespero desesperador na gente, chegamos lá e nem conseguimos aproveitar. Tiramos meia dúzia de fotos, e nosso guia desse passeio, tinha conseguido falar com o Ivan, e eles disseram que esperariam a gente até as 14:00, nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. Tentamos mesmo assim pegar uma carona de volta pra cidade, mas sem sucesso. Ninguém parou, ninguém nos ajudou, que triste. Ficamos mesmo a espera do ônibus nosso voltar. E sabe aquele dia que tinha tudo pra dar errado? Então, o motorista do ônibus, que sabia da nossa pressa, voltou tão devagarinho, que uma tartaruga bêbada ultrapassaria ele numa corrida. Que ansiedade, meu Deus!!! Chegamos no hostel nosso, que também era ponto de partida, e nosso grupo tinha ido embora. Não tinha o que fazer, compramos uma passagem para o mesmo dia para El Calafate, sairia as seis da tarde. Fomos até a agencia pra brigar um pouco, pois nos enganaram com o horário, mas não adiantou. Nervos no lugar, aproveitamos para curtir um pouco mais de El Chalten. Tomamos sorvetes estranhos, e caminhamos mais um pouco para não perder o costume. Dado nosso horário, subimos no ônibus e fomos embora, com uma ponta de saudades no coração. No meio do caminho, paramos novamente em La Leona, e conhecemos o Bernardo e Mateus, dois brasileiros que iriam se juntar ao grupo no dia seguinte. Como nossos ônibus chegaram praticamente no mesmo horário na rodoviária, aproveitamos o transfer deles para irmos para o nosso hostel de volta. Pegamos nossas coisas que tinham ficado guardadas, e estava tudo certinho. Mais um jantar de comemoração, dessa vez com mais 3 membros: Mateus, Bernardo e a Érica, a noiva do Ivan, que chegou de Bariloche para se juntar com a gente!!!
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| Foto tirada de uma camiseta, que eu não comprei pq não tinha meu tamanho. |
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| Lago del Desierto |
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| Lago Del Desierto |
Eu também querooooo quando eu tiver 70 anos igual esse casal que vc encontrou, eu vou conseguir hahaha e aí vc vai comigo pra me ajudar nas subidas!!!
ResponderExcluirFran se vc escrever um livro, eu compro umas 5 cópias! AMO seu jeito de escrever!
Re, com certeza eu quero ser como eles...que energia e que alegria de viver...eheheh. Pode deixar que te acompanho. Quem sabe um dia escrevo um livro, pelo menos 5 cópias eu já tenho vendidas...rsrs...brigada viu.
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